Taxa de desemprego mais baixa em onze estados brasileiros
Onze estados brasileiros encerraram o segundo trimestre de 2026 com índices de desemprego inferiores à média nacional, que se situou em 5,4%. Destacam-se cinco unidades federativas com taxa abaixo de 3%, lideradas por Santa Catarina, com apenas 2,1% de pessoas desempregadas, seguida por Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%).
Perfil regional e fatores que influenciam o mercado de trabalho
Esses dados são provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 14 de julho. A pesquisa abrange entrevistas com pessoas a partir de 14 anos em 211 mil domicílios espalhados pelo país. Além dos três estados já mencionados, Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%) completam o grupo com menor desemprego.
Na sequência, aparecem Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4,0%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5,0%). No extremo oposto, o Amapá registra a maior taxa de desemprego do país, com 9,8%, seguido pela Bahia (9,1%) e pelos estados de Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%.
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Fonte: bahnoticias.com.br
Impactos e perspectivas para o mercado de trabalho
Segundo o analista William Kratochwill, as variações entre os estados refletem diferenças no nível de industrialização, evolução da atividade econômica e grau de instrução da população. A região Sul, especialmente Santa Catarina, apresenta indicadores mais robustos em relação às regiões Norte e Nordeste.
O recuo da taxa nacional de desemprego de 6,1% para 5,4% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026 é acompanhado pela redução em 13 estados, enquanto os demais mantiveram números estáveis. O Rio Grande do Norte lidera as quedas, com redução de 1,9 ponto percentual, seguido por Paraíba e Acre, com 1,6 ponto percentual cada. Alagoas e Minas Gerais também reduziram seus índices em 1,3 e 1,2 ponto percentual, respectivamente.
A pesquisa ainda revela que 1,06 milhão de pessoas enfrentam desemprego de longo prazo, buscando emprego por dois anos ou mais — o menor número desde o início da série histórica em 2012. Comparado ao segundo trimestre de 2025, houve uma queda de 15,6% nesse grupo.
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Fonte: feirinhadesantana.com.br
O desemprego entre homens ficou em 4,6%, abaixo da média nacional, enquanto entre mulheres alcançou 6,4%. Analisando pela cor, os índices para pretos (6,9%) e pardos (6,1%) superam a média, enquanto brancos registram 4,2% de desemprego.
