Avanço nas obras e tecnologia de ponta alemã
O novo planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, localizado em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, alcançou 30% de execução das obras e entra numa fase decisiva. A estrutura está próxima do fechamento, preparando o espaço para receber, em cerca de 40 dias, um sistema de projeção de última geração vindo diretamente da Alemanha.
Os equipamentos são fornecidos pela empresa alemã ZEISS Planetariums, reconhecida mundialmente por seu pioneirismo em sistemas para planetários. O investimento total na construção do planetário chega a aproximadamente R$ 46,5 milhões, valor que não inclui o sistema de projeção, adquirido separadamente por € 5,16 milhões — algo em torno de R$ 31 milhões. A expectativa é que o conjunto tecnológico desembarque no Paraná entre o fim de setembro e início de outubro, com instalação prevista para iniciar logo em seguida.
O que a tecnologia traz de inovação para o planetário
A estrutura contará com uma cúpula de 18 metros de diâmetro e 508 metros quadrados de superfície de projeção, equipada com o sistema híbrido Asterion Premium + VELVET LED. Essa combinação une um projetor óptico-mecânico central a 11 projetores digitais espalhados pela cúpula.
O Asterion Premium simula cerca de 9 mil estrelas visíveis a olho nu em condições ideais, reproduzindo com fidelidade cores, brilhos, a Via Láctea, a Lua, planetas e diferentes movimentos astronômicos. Os 11 projetores VELVET LED possibilitam a exibição de imagens em formato fulldome, cobrindo toda a cúpula com animações, vídeos e conteúdos educacionais diversos.
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Fonte: triangulodeminas.com.br
Impacto direto na educação e na ciência local
Para os estudantes da rede estadual, o planetário será uma ferramenta para observar planetas e corpos celestes, simular fenômenos e vivenciar conteúdos científicos de forma imersiva. O diretor do Parque da Ciência, Anísio Lasievicz, destaca que o espaço pretende despertar o interesse pela ciência e inspirar jovens a seguirem carreiras em áreas como engenharia, física, matemática e biologia. “Queremos contribuir para a evolução científica e tecnológica do Brasil”, afirma.
A obra é conduzida pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar). Eliane Teruel Carmona, diretora-presidente do Instituto, ressalta a importância de conciliar a execução da construção com as exigências específicas da instalação dos equipamentos, dado o caráter tecnológico e arquitetônico do projeto.
Arquitetura sustentável e inovação construtiva
Com quase 5 mil metros quadrados, o planetário terá uma das maiores estruturas em madeira engenheirada do Brasil, um diferencial arquitetônico que alia resistência e sustentabilidade. O projeto prevê ainda geração de energia fotovoltaica e captação de água da chuva, reforçando o compromisso com soluções ambientais.
A conclusão da cúpula é prioridade para viabilizar a montagem do sistema de projeção. A instalação será um trabalho conjunto entre a equipe da ZEISS e a construtora, enquanto outras etapas da obra seguem avançando. O cronograma prevê a conclusão para o início de dezembro, dependendo da chegada dos equipamentos e dos processos de importação.
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Fonte: belzontenews.com.br
Mais que um planetário: um centro de ensino, pesquisa e formação
Além da cúpula, o espaço contará com auditório, salas expositivas, laboratórios, ambientes pedagógicos, áreas de apoio e serviços ao visitante. Novos telescópios permitirão atividades práticas de observação e experimentos interativos, como o pêndulo de Foucault, que demonstra o movimento de rotação da Terra.
O planetário terá papel fundamental na formação continuada de professores, no ensino superior e na pesquisa científica. Ele será aberto para acadêmicos e pesquisadores interessados em astronomia e áreas correlatas, oferecendo suporte para iniciação científica e formação de licenciandos.
“Queremos fortalecer a capacitação dos professores do Paraná e ampliar a pesquisa astronômica, preparando estudantes de licenciatura para transmitir esses conhecimentos aos futuros alunos”, explica Lasievicz.
O projeto é fruto da colaboração entre a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundepar, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Fundo Paraná, reunindo esforços para modernizar o Parque da Ciência Newton Freire Maia e ampliar o acesso à ciência de alta qualidade na região.
