Primeira edição do Torneio de Robótica SEED-PR impulsiona aprendizado no Paraná
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) organizou entre os dias 2 e 4 de setembro, em Curitiba, o 1º Torneio de Robótica SEED-PR 2026. A iniciativa, coordenada pela Diretoria de Tecnologia e Inovação (DTI) e pela Coordenação de Tecnologias Educacionais (CTE), reuniu 128 alunos selecionados dos 32 Núcleos Regionais de Educação (NREs) do estado, além de 64 profissionais que acompanham as equipes durante as competições.
O evento aconteceu no Salão de Robótica, localizado na Paróquia São Pedro, no bairro Umbará, e ocorreu simultaneamente ao Salão de Robótica e à etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). A programação foi pensada para proporcionar aos estudantes uma experiência que alia prática e teoria, envolvendo raciocínio lógico, criatividade, trabalho em equipe e conhecimentos tecnológicos.
Robótica como ferramenta para protagonismo e desenvolvimento de habilidades
“Investir em robótica é investir no protagonismo dos nossos estudantes e em uma educação conectada com o futuro”, destacou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. Segundo ele, colocar esses conhecimentos em prática ajuda os alunos a desenvolverem não só habilidades técnicas, mas também a capacidade de resolver problemas, criar soluções e superar desafios.
Marcelo Gasparin, Coordenador de Tecnologias Educacionais da Seed-PR, reforça que o torneio representa uma evolução no trabalho com robótica feito nos últimos cinco anos. “Mais do que uma competição, queremos que os estudantes vivenciem desafios reais que complementam o aprendizado da sala de aula. As oportunidades de competir estão ao alcance de todos”, explicou.
Programação intensa e modalidades diversificadas
O torneio começou com o credenciamento dos participantes na quarta-feira (2), seguido da abertura oficial com apresentações dos alunos Arthur Costa Marcondes, Rafael Antônio Zamoner e Eduardo Biancato Fratin. A palestra do professor Tadeu Miqueletto, mestre em Educação e Tecnologias pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), também marcou o início do evento.
Na quinta-feira (3), as competições ocorreram durante todo o dia, e na sexta (4), as finais aconteceram das 8h às 10h, seguidas pela entrega das medalhas e encerramento. Além das provas tradicionais, houve disputas na modalidade Robô Cabo de Guerra e as baterias finais da competição.
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Representatividade e integração dos Núcleos Regionais de Educação
O torneio destacou-se por sua dimensão estadual, com cada um dos 32 NREs escolhendo quatro estudantes para competir, totalizando 128 participantes. A equipe técnica contou com 64 profissionais da rede, entre administradores de robótica e professores de contraturno. A estimativa é que 222 pessoas tenham acompanhado o evento presencialmente.
Além de promover a integração entre estudantes de diferentes regiões, o encontro criou um espaço para compartilhar e aplicar os conhecimentos adquiridos nas aulas de robótica. A proposta está alinhada às competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e às áreas STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.
Modalidades práticas que exigem programação e montagem dos robôs
O professor Thadeu Miqueletto, do Colégio Estadual Padre Cláudio Morelli, explicou que as modalidades incluem seguidor de linha, robô sumô e cabo de guerra. “As provas demandam que os estudantes utilizem conhecimentos de programação, montagem e funcionamento dos robôs. O evento é intenso, mas gratificante, pois trabalha em prol da educação e dos alunos”, afirmou.
Ele ressaltou que muitos participantes têm o primeiro contato com a robótica, evidenciando o alcance e a inclusão da iniciativa.
Alunos aplicam habilidades desenvolvidas no contraturno escolar
Os estudantes que participam do torneio frequentam aulas de robótica no contraturno escolar, onde desenvolvem competências como protagonismo, raciocínio lógico, cooperação e respeito às regras e à ética em contexto competitivo.
Maria Júlia Faot, de 16 anos, aluna e organizadora do evento, comentou que a robótica vai além do manuseio dos robôs. “Desenvolvemos autonomia, trabalho em equipe e habilidades para falar em público, que serão essenciais no futuro e no mercado de trabalho”, disse.
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Fonte: indigenalise-se.com.br
Isabella de Souza, de 17 anos, representante do NRE de Ponta Grossa, ressaltou que a competição é um estímulo para a aprendizagem. “Colocamos em prática tudo que aprendemos sobre programação e montagem. Às vezes, dá nervoso quando algo não funciona, mas aprendemos a persistir. O torneio é uma oportunidade para conhecer pessoas que compartilham o interesse pela robótica”, contou.
Robótica e programação fortalecem currículo do Ensino Médio
O ensino de Robótica faz parte da matriz curricular do Ensino Médio na rede estadual e beneficia mais de 200 mil estudantes. A disciplina envolve projetos práticos com sensores, motores, placas programáveis e componentes eletrônicos, integrando conceitos de ciência, tecnologia e engenharia para resolver problemas do cotidiano.
Além disso, a expansão do componente curricular de Programação contempla atualmente cerca de 500 mil estudantes em todas as escolas estaduais, desenvolvendo pensamento computacional, lógica e resolução de problemas — competências valorizadas no mercado de trabalho.
Investimentos ampliam infraestrutura e tecnologias para escolas
O fortalecimento da educação tecnológica no Paraná também inclui investimentos em infraestrutura. Foram entregues notebooks de alto desempenho para escolas integrais e profissionalizantes, além de headsets para as atividades do programa Inglês Paraná.
O 1º Torneio de Robótica SEED-PR 2026 consolida a robótica como uma experiência que une teoria e prática. Ao reunir estudantes de todo o estado em torno de desafios tecnológicos, o evento valoriza o protagonismo juvenil, estimula o trabalho coletivo e transforma o conhecimento escolar em soluções concretas, aproximando a educação pública das demandas do mundo contemporâneo.
