Disputa pelo governo do Paraná segue intensa com cenário indefinido para o segundo turno
Uma pesquisa inédita da Quaest, com divulgação prevista para sábado (3), revela a disputa acirrada para o governo do Paraná entre os principais candidatos. O levantamento, que também mensura as intenções de voto para as duas vagas ao Senado, mostra que Sergio Moro (PL) lidera, mas com concorrentes que avançam na reta final da campanha. Na rodada anterior, Moro mantinha vantagem confortável, enquanto Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) empatavam tecnicamente em segundo lugar.
Sandro Alex, apoiado pelo atual governador Ratinho Junior (PSD), destacou-se ao crescer de 15% para 20% das intenções de voto estimuladas entre agosto e setembro, igualando-se a Requião Filho. Esse avanço sinaliza uma disputa que tende a se decidir só no segundo turno. O impacto dessa movimentação é significativo para o cenário político estadual, especialmente considerando o peso do apoio de Ratinho Junior.
Metodologia da pesquisa e margem de erro
O estudo da Quaest entrevistará 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em todo o Paraná, entre os dias 2 e 3 de outubro. A coleta será presencial e domiciliar, utilizando questionário em dispositivo eletrônico. A margem de erro máxima prevista é de aproximadamente dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela Sociedade Rádio Emissora Paranaense S.A., vinculada à RPC, e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-05119/2026, ao custo de R$ 243.486.
Estrutura do questionário e cenários testados
O questionário aborda inicialmente a escolha espontânea do eleitor para o governo estadual, seguida por perguntas estimuladas que apresentam os candidatos individualmente para avaliar conhecimento, potencial de voto e rejeição. São testados dois cenários de primeiro turno: um com oito candidatos e outro excluindo Adriano Funileiro (PCO), cujo registro foi indeferido pela Justiça Eleitoral devido ao indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP). A decisão pode ser objeto de recurso.
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Além disso, a pesquisa investiga se o eleitor considera sua escolha para governador definitiva ou passível de alteração. Também são simulados três confrontos para um possível segundo turno: Requião Filho (PDT) contra Sandro Alex (PSD); Requião Filho contra Sergio Moro (PL); e Sandro Alex contra Sergio Moro.
Percepções sobre apoios políticos e avaliação do governo
A Quaest pergunta ainda quem os eleitores acreditam ser os candidatos apoiados por Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT) e Ratinho Junior (PSD) na disputa estadual. O levantamento avalia a aprovação do governo paranaense, questiona se Ratinho Junior merece eleger um sucessor e identifica o problema mais grave do Estado. Inclui também um bloco sobre a eleição presidencial, ampliando o contexto político.
Resultados anteriores indicam liderança de Sergio Moro e empate técnico entre adversários
Em pesquisa divulgada em 24 de setembro, realizada com 804 eleitores entre os dias 20 e 23 daquele mês, Sergio Moro (PL) apresentava 36% das intenções de voto, mantendo uma vantagem de 16 pontos percentuais. Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) estavam empatados em 20% cada um, com uma margem de erro de três pontos percentuais, maior que a prevista para o novo levantamento.
No mesmo levantamento, a pergunta espontânea indicou que 57% dos entrevistados ainda não haviam definido um candidato ao governo. Os três cenários simulados para o segundo turno apontavam resultados próximos, destacando a indefinição do eleitorado.
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Simulações para o segundo turno indicam empate e indecisão
Nos cenários simulados, a disputa entre os candidatos mostra equilíbrio: Sergio Moro alcançava entre 43% e 48%, enquanto Requião Filho e Sandro Alex oscilavam entre 29% e 38%. A quantidade de indecisos variava de 12% a 15%, e a soma de votos brancos, nulos ou de abstenção alcançava até 15%. Esses números confirmam um cenário aberto para o próximo turno.
Na mesma pesquisa, 79% dos entrevistados aprovavam o governo Ratinho Junior (PSD), e 65% concordavam que ele merece eleger um sucessor, o que pode influenciar o desempenho de Sandro Alex.
Disputa pelas vagas ao Senado permanece indefinida
Quanto às duas vagas ao Senado, o levantamento investigou a escolha espontânea e estimulada dos eleitores. Na espontânea, 76% estavam indecisos, enquanto no cenário estimulado a disputa envolvia nove candidatos. A combinação das primeiras e segundas escolhas mostrou um empate quádruplo entre Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Gleisi Hoffmann (PT), com percentuais entre 10% e 14%. Outros nomes apareciam com índices menores, e 29% permaneciam indecisos.
Este cenário reforça a complexidade da disputa estadual, que mantém múltiplas possibilidades para a composição da representação no Senado.
