Disputa Nacional Marca Debate no Paraná
O último debate antes do primeiro turno da eleição para o governo do Paraná ocorreu na terça-feira, 29, com a participação de Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). A poucos dias da votação marcada para 4 de outubro, o evento promovido pela RPC, afiliada da TV Globo, acentuou a nacionalização da disputa, trazendo menções constantes a figuras políticas como Lula, Flávio Dino, Jair Bolsonaro e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Acusações e Alianças Em Evidência
Logo no início, Sergio Moro e Sandro Alex se envolveram em um embate direto. O senador acusou o adversário de disseminar informações falsas, além de reafirmar seu apoio a Flávio Dino e tentar vincular Sandro a Lula. Ao destacar a proximidade do candidato do PSD com o atual governador Ratinho Junior, principal aliado da sua campanha, Moro afirmou: “Você não é Ratinho Junior”.
Requião Filho também protagonizou momentos de confronto ao questionar a relação de Moro com uma possível gestão Lula e, ao tratar das políticas de combate à violência contra a mulher, voltou a mencionar Flávio Dino e Jair Bolsonaro. O deputado estadual criticou declarações atribuídas a Moro e seu pai, ressaltando que tais posicionamentos não demonstram respeito às mulheres.
Corrupção e CPMI do INSS Entram no Debate
No segundo bloco, a corrupção ganhou destaque. Requião Filho questionou a filiação de Moro ao PL, partido liderado por Valdemar Costa Neto. Moro respondeu com firmeza, destacando que Valdemar não teria espaço em seu possível governo no Paraná. “O Valdemar não vai governar o Paraná, eu vou governar o Paraná”, declarou.
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O senador também mencionou a CPMI do INSS e a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sugerindo indícios de envolvimento em escândalos relacionados a aposentados. Requião rebateu citando denúncias que apresentou como deputado estadual e criticou a proposta de Moro para a criação de uma agência estadual anticorrupção, pontuando que “no combate à corrupção, tem a prática e tem o discurso”.
Questionamentos Sobre Atuação e Obras
Sandro Alex voltou a questionar a atuação de Moro como juiz da Lava Jato, levantando dúvidas sobre as condenações de Lula posteriormente anuladas pelo STF. O candidato do PSD colocou duas hipóteses: ou o trabalho de Moro foi incompetente, ou Lula é inocente e não houve provas suficientes. Moro rebateu afirmando que Lula “jamais foi inocentado pelos tribunais” e atribuiu as anulações a uma “reviravolta política”.
No terceiro bloco, o debate voltou a temas locais, com Sandro Alex indagando Moro sobre obras e a atuação da Credcesta no Paraná. Moro tentou relacionar a instituição ao banqueiro Daniel Vorcaro e questionou a autorização para a atuação da Credcesta no estado. Sandro negou qualquer investigação envolvendo o governo estadual e devolveu a associação, citando pessoas próximas a Moro. O senador ainda retomou críticas à gestão de Sandro na Infraestrutura, lembrando-o como “secretário do pedágio alto”.
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Influência de Ratinho Junior e Estratégias de Campanha
A disputa pelo governo do Paraná ocorre sob a forte influência do governador Ratinho Junior (PSD), cuja gestão tem aprovação de 79% dos eleitores segundo pesquisa Quaest. Sandro Alex, ex-secretário de Infraestrutura, se apresenta como candidato da continuidade e recebe apoio direto do governador. Requião Filho, deputado estadual, busca consolidar-se como principal oposição, criticando a privatização da Copel e as políticas educacionais, com respaldo de Lula e do PT no estado.
Sergio Moro, senador pelo Paraná, tenta manter a liderança nas pesquisas com uma campanha centrada em segurança pública e combate à corrupção. Nacionalmente, alinha-se à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Formato e Dinâmica do Debate
O debate foi estruturado em quatro blocos. Nos três primeiros, os candidatos formularam perguntas entre si sobre temas livres, cada participante com direito a uma pergunta e uma resposta em cada bloco. O quarto bloco foi reservado para as considerações finais, com três minutos para cada candidato. Essa dinâmica proporcionou confrontos diretos e exposição das principais propostas e posicionamentos dos concorrentes.
