Proposta Visando a Inclusão Cultural nas Escolas
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) está debatendo uma nova iniciativa que visa integrar o cinema e o audiovisual à educação pública da cidade. A vereadora Giorgia Prates – Mandata Preta (PT) lançou um projeto de lei que propõe a criação da Política Municipal de Fomento, Difusão e Exibição do Cinema e Audiovisual nas escolas municipais. O intuito é aumentar o contato dos alunos com obras audiovisuais, estimulando a discussão e promovendo a troca de conhecimentos com cineastas locais.
O projeto estabelece um conjunto de ações focadas na exibição, estudo e produção de conteúdos audiovisuais, envolvendo alunos, professores e a comunidade pedagógica. A justificativa para a proposta ressalta que o audiovisual é uma linguagem essencial para o desenvolvimento de habilidades de leitura, interpretação e produção de mensagens visuais. Também busca conectar iniciativas culturais às políticas educacionais municipais, ampliando o alcance das atividades nas escolas da capital.
Princípios e Ações da Política
A proposta estabelece diretrizes fundamentais como a ampliação do acesso ao cinema, a valorização da cultura brasileira, o incentivo à produção escolar e a formação contínua de profissionais da educação. Entre as ações previstas estão mostras temáticas, rodas de debate, atividades formativas com especialistas e parcerias com instituições ligadas ao audiovisual.
Na justificativa do projeto, Prates menciona que existem leis que exigem a exibição de filmes nas escolas, mas pondera que isso por si só não é suficiente. “A simples obrigatoriedade não garante a efetividade da proposta em um país de dimensões continentais e com profundas desigualdades raciais e econômicas como o Brasil. Faz-se necessária uma ancoragem local que detalhe a aplicação da lei, considerando o contexto de cada município e, fundamentalmente, promovendo um contínuo engajamento antirracista na Educação Básica”, argumenta a vereadora.
Compromisso com a Educação Inclusiva
O projeto estipula que a Secretaria Municipal da Educação terá a responsabilidade de organizar programações periódicas, além de oferecer materiais pedagógicos de apoio e desenvolver ações integradas com a comunidade escolar. A proposta também está em conformidade com normas nacionais que incentivam a cultura e a educação integral, alinhando-se às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sobre leitura de múltiplas linguagens.
Giorgia Prates destaca que essa política é especialmente dedicada aos estudantes das periferias, que frequentemente têm acesso limitado a equipamentos culturais. A proposta ainda promove a circulação de obras produzidas localmente e valoriza criadores e criadoras da cidade. “Ao implementar esta política, o município de Curitiba fortalecerá o compromisso com uma educação antirracista e inclusiva, proporcionando aos estudantes uma experiência audiovisual rica e diversificada, que contribua para a formação de cidadãos mais críticos, conscientes e engajados com a diversidade cultural brasileira”, conclui Prates na justificativa do projeto de lei.
