Espera de 45 minutos no PA do Lar Paraná chama atenção em audiência pública
O pronto atendimento (PA) do Lar Paraná registrou uma espera média de 45 minutos para pacientes na faixa verde, conforme apresentado em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Campo Mourão. A unidade, sob administração do Instituto Integrado de Ciência e Tecnologia (IN2) — uma entidade privada sem fins lucrativos —, tem mostrado avanços no atendimento e economia para o município, segundo a secretária municipal de Saúde, Camila Corchak.
Dados e gestão apontam melhorias no serviço de saúde
A audiência, convocada pelo vereador Márcio Berbet, também abordou a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h e a possibilidade de replicar no local o modelo aplicado no Lar Paraná. Apesar do baixo comparecimento popular e parlamentar — apenas quatro dos 13 vereadores participaram —, o encontro durou mais de duas horas e trouxe informações detalhadas sobre o funcionamento do PA.
Berbet destacou que os números apresentados ajudam a esclarecer dúvidas sobre a contratação e o serviço. O trabalho do IN2 inclui pesquisas que identificam o perfil dos pacientes, auxiliando no planejamento da saúde municipal. “Já houve a melhora do atendimento e um aumento na quantidade de pessoas atendidas”, afirmou o vereador, ressaltando que o levantamento considera fatores como idade e doenças mais frequentes, informações essenciais para orientar investimentos e atenção aos serviços.
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Resultados concretos na gestão do PA
Desde que assumiu a administração do PA do Lar Paraná em março, o IN2 registrou 36.997 atendimentos e 11.792 exames realizados, entre laboratoriais, de imagem e eletrocardiogramas, nos primeiros seis meses. A espera média para consulta médica ficou em 42 minutos, enquanto o tempo entre recepção e classificação de risco foi de apenas oito minutos.
O balanço também revelou que 98,7% dos atendimentos foram concluídos na própria unidade, dispensando encaminhamentos para serviços de maior complexidade. Atualmente, a equipe do PA conta com 63 profissionais que atuam nas áreas de assistência, gestão e apoio.
A possibilidade de expandir o modelo para a UPA
Sobre a adoção do mesmo modelo na UPA 24h, Berbet explicou que o sucesso do PA do Lar Paraná permite um estudo técnico para avaliar a viabilidade da ampliação. “Trata-se de um projeto-piloto para analisar a organização do serviço, que pode ser transferido para a UPA”, afirmou.
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Essa possibilidade já foi mencionada pela prefeitura em resposta a um requerimento do vereador, que indicou que a decisão depende dos resultados obtidos no Lar Paraná, sem prazo definido para a implementação.
Quanto aos servidores que atuavam no PA antes da troca de gestão, parte foi realocada para outras unidades da rede municipal, enquanto outra permaneceu na unidade.
