Debates e pesquisas marcam a reta final da campanha eleitoral no Paraná
A campanha eleitoral no Paraná entra em sua última semana com movimentação intensa, marcada por pelo menos seis pesquisas eleitorais previstas, um debate entre os candidatos ao governo na emissora RPC e uma intensificação das atividades de rua. A disputa se acirra especialmente pelo peso dos votos indecisos e daqueles que manifestam intenção de votar branco ou nulo, que representam uma parcela significativa do eleitorado neste primeiro turno.
O levantamento mais recente da Quaest, divulgado em 24 de setembro, apontou que 12% dos eleitores ainda estão indecisos e 9% pretendem votar branco ou nulo na disputa pelo Palácio Iguaçu. Para as duas vagas ao Senado, o percentual de indecisos é ainda maior, chegando a 29%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 13%. A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de setembro, com 804 eleitores paranaenses com 16 anos ou mais, e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela RPC e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-02802/2026.
Expectativa para debate entre candidatos ao governo
A TV RPC organiza um debate entre os candidatos ao governo do Paraná: Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). Embora os três tenham confirmado presença, dúvidas cercam a participação de Moro, que lidera as pesquisas, mas até o momento não participou de nenhum debate. Sandro Alex participou do primeiro confronto realizado em 9 de agosto na Band Paraná, mas esteve ausente em eventos promovidos pela rádio TMC e pela Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp). Requião Filho, por sua vez, participou de todos os debates até então. O encontro na RPC está marcado para começar às 22h15, logo após a novela “Quem Ama Cuida”.
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Previsão de divulgação de múltiplas pesquisas eleitorais
Além do debate, a reta final deve trazer a divulgação de quatro pesquisas eleitorais sobre o cenário eleitoral no Paraná. O Instituto Ranking de Pesquisa, contratado pelo jornal Indústria e Comércio, e a Real Time, contratada pela TV Independência (RIC), apresentarão dados para os cargos de governador e senador. O instituto Agile, contratado pelo site A Rede, também divulgará resultados amanhã, assim como o Instituto Veritá, com dados fornecidos pela Rede Brasil.
Na quinta-feira (1), as pesquisas Neokemp, encomendadas pelo Jornal O Correio do Povo, e Faleiro/Linear, contratadas pelo Portal da Cidade Umuarama, trarão sondagens para governo, Senado e deputados. O prazo para registro de outras pesquisas ainda está aberto, mantendo a expectativa sobre os resultados finais antes do pleito.
Intensificação das campanhas nas ruas e mobilização dos eleitores
Com a proximidade do primeiro turno, os candidatos concentram esforços em caminhadas, carreatas e comícios relâmpagos, especialmente nas regiões onde apresentam menor desempenho eleitoral. As cidades ficam tomadas por cabos eleitorais, bandeiras e materiais visuais, como os populares wind banners, estrategicamente posicionados em pontos de grande circulação para ampliar a visibilidade.
Em Curitiba, a presença de barracas de candidatos na Rua XV do Centro praticamente dobrou nos últimos 10 dias e a previsão é de que o número aumente ainda mais nesta semana. Marisa Souza, profissional com 15 anos de experiência em eleições, destaca que esse é o momento crucial para conquistar votos: “Agora é hora de buscar cada voto. O material de campanha aumenta, a conversa com cada eleitor também. É a hora que os indecisos começam a procurar seus candidatos”, afirma.
Imbróglio jurídico afeta candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado
A disputa pelas duas vagas ao Senado no Paraná enfrenta um impasse envolvendo a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo). Apesar de o registro de sua candidatura estar mantido, desde a semana passada ele está proibido de realizar campanha e receber recursos do fundo eleitoral devido a uma decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, suas contas nas redes sociais foram bloqueadas. Dallagnol informou que segue trabalhando para reverter a suspensão dos atos de campanha junto ao TSE, apesar do deferimento do registro pela Justiça Eleitoral do Paraná.
