Melhorias na Alexa+ e a Evolução dos Modelos de Linguagem
Por trás da Alexa+, estão diversos grandes modelos de linguagem (LLMs) que também dão vida a sistemas como o ChatGPT. Essa atualização trouxe uma conversa mais fluida e natural, dispensando a necessidade de comandos repetitivos como “Alexa, faça isso” ou “Alexa, faça aquilo”. A assistente agora consegue captar nuances do contexto das perguntas, tornando o diálogo mais maleável e próximo da interação humana.
Essa mudança busca responder à pressão dos usuários que veem concorrentes como o ChatGPT ganhando terreno, ameaçando a posição da Alexa como peça central na estratégia da Amazon para casas conectadas. A dificuldade da Alexa em entender comandos simples do cotidiano, como desligar um timer ao ouvir a palavra “desligar”, mostra que ainda há espaço para melhorias na compreensão contextual.
Duelo Direto: Alexa+ versus ChatGPT
Para avaliar as diferenças práticas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz realizaram um teste com perguntas idênticas para ambas as assistentes. As questões abordaram temas variados, desde economia, história do esporte, até tarefas criativas como escrever e-mails e identificar músicas ou filmes com cenas icônicas.
Nas respostas que exigiam explicações e informações objetivas, a Alexa+ apresentou desempenho semelhante ao ChatGPT. No entanto, em repertório cultural, a assistente da Amazon teve dificuldades, errando a identificação da música “Vou Festejar” e não reconhecendo a cena de abertura do filme “Cidade de Deus”. No placar final, o ChatGPT levou a melhor, com cinco acertos contra três da Alexa+.
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Segundo Helton, embora tenha havido avanços claros na Alexa+, ela ainda precisa se aprimorar muito para alcançar o nível do ChatGPT. Diogo acrescenta que a diferença pode estar na configuração dos modelos: a Alexa+ parece mais focada em seguir instruções específicas, enquanto o ChatGPT se destaca como uma plataforma mais generalista e abrangente em informações.
Capacidades além do Duelo
Apesar das limitações na comparação direta, a Alexa mantém vantagens importantes. Conforme Helton destaca, ela possui a capacidade de integrar dispositivos domésticos à rotina dos moradores, algo que o ChatGPT ainda não oferece. Essa função reforça o papel da Alexa em casas inteligentes, conectando tecnologia e prática cotidiana de forma mais direta.
De Pokémon Go à Tecnologia Militar: A Evolução do Georreferenciamento
Uma inovação tecnológica que saiu do universo dos jogos e impacta áreas como robótica e defesa é o sistema de localização tridimensional desenvolvido a partir dos dados coletados pelo Pokémon Go. A Niantic, empresa responsável pelo jogo, utilizou bilhões de registros visuais para criar um mapa 3D que pode superar o GPS em ambientes com sinal instável.
Essa tecnologia está sendo aplicada em robôs entregadores nos Estados Unidos, que começam a substituir trabalhadores humanos, e em drones militares usados em operações de guerra. Helton explica que a Niantic Spatial, divisão da empresa focada nesse projeto, representa uma evolução no georreferenciamento que ultrapassa o uso tradicional do GPS.
Instagram TV e o Retorno da Meta às Telas Grandes
A Meta lançou nos Estados Unidos um aplicativo do Instagram voltado para smart TVs e dispositivos como o Roku, priorizando vídeos longos em formato horizontal. Essa estratégia busca conquistar o público que consome conteúdo audiovisual na televisão, competindo diretamente com o YouTube.
O novo app resgata a experiência de vídeos mais extensos, em contraste com o formato curto popularizado pelo TikTok e adotado pelo Instagram nos últimos anos. Diogo Cortiz observa que a Meta aposta em parcerias com criadores para produzir conteúdo exclusivo e adequado para esse formato, tentando revitalizar a presença da rede social na sala de estar.
Claude Skill e a Personalização da IA Generativa
Outro destaque da cobertura tecnológica é a funcionalidade “skills” do Claude, que permite programar tarefas específicas para a inteligência artificial de forma consistente, sem a necessidade de repetir instruções a cada uso. Esse recurso se assemelha às rotinas utilizadas por assistentes virtuais como Alexa e Google Assistente, mas adaptado para o universo da IA generativa.
Diogo explica que, com as skills, a IA pode chamar diferentes funções conforme a necessidade, como montar apresentações ou revisar textos, oferecendo uma customização em escala muito maior. Essa inovação ajudou a Anthropic a ganhar destaque entre concorrentes ao facilitar a execução de tarefas complexas por meio de comandos pré-programados.
