Segurança nas rodovias federais e o papel da tecnologia
Em 2025, o Brasil registrou 72,5 mil acidentes de trânsito e aproximadamente 6 mil mortes em rodovias federais, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Embora esses números representem uma redução em relação a 2024, ainda evidenciam um desafio significativo para a segurança viária no país.
A PRF destaca que as principais causas dos acidentes estão relacionadas à falta de reação do condutor, com 11,4 mil ocorrências, seguida de reação tardia ou ineficiente, com 10,7 mil casos, e o acesso à via sem a observação adequada da presença de outros veículos, que resultou em pouco mais de 7 mil acidentes.
Impactos dos acidentes logísticos para empresas e operações
Quando envolvem caminhões com cargas pesadas, os acidentes não afetam apenas a integridade física das pessoas. Fabio Barbosa, diretor da GR Parceria, braço operacional da Consultlog especializado em gerenciamento de risco e prevenção de acidentes, ressalta que as consequências abrangem aspectos financeiros, operacionais, humanos e reputacionais das empresas.
“Os prejuízos vão além dos danos diretos a veículos, cargas e seguros. Custos ocultos, como despesas jurídicas, trabalhistas e indenizações, além do aumento no valor do seguro e na sinistralidade, podem superar os valores imediatos do acidente”, explica Barbosa. Ele também destaca a quebra no nível de serviço ao cliente, a necessidade de mobilização emergencial de equipes e o impacto negativo na cultura de segurança organizacional.
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Monitoramento em tempo real como ferramenta preventiva
Segundo Barbosa, o monitoramento em tempo real é essencial para prevenir acidentes e acelerar decisões nas operações logísticas. A integração de tecnologias como telemetria, videomonitoramento, inteligência artificial (IA) e rastreamento permite identificar comportamentos de risco e agir antes que ocorram acidentes.
“Quando sistemas de rastreamento, telemetria, videomonitoramento, gerenciamento de risco, business intelligence (BI) e plataformas operacionais são integrados, a empresa obtém uma visão mais rápida, completa e inteligente de toda a operação”, detalha o diretor.
Comportamento dos motoristas: o desafio constante
Marcos Koch Ortiz, diretor da VIA GROUP, parceiro do Grupo Consultlog, reforça que o comportamento do motorista continua sendo o maior fator de risco nas operações logísticas. Ele cita excesso de velocidade, distração, fadiga, uso do celular e condução agressiva como os principais desafios.
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Fonte: feirinhadesantana.com.br
“É fundamental que as empresas atuem de forma preventiva, constante e estratégica para promover uma cultura de direção segura. A união entre tecnologia, gestão operacional e desenvolvimento humano é chave para reduzir acidentes e melhorar o comportamento ao volante”, afirma Ortiz.
O futuro da gestão de risco no transporte
Fabio Barbosa aponta que a gestão de risco no transporte passará por transformações profundas, impulsionadas pela evolução da inteligência artificial, automação, integração de dados e monitoramento comportamental.
“O mercado evolui para operações cada vez mais preditivas, conectadas e orientadas por dados em tempo real. As empresas sairão da atuação reativa para uma postura preventiva e inteligente, antecipando riscos antes que acidentes, roubos ou falhas operacionais aconteçam”, conclui o diretor da GR Parceria.
