Novo Viveiro de Mudas de Gengibre
Em um marco importante para a agricultura capixaba, o Espírito Santo se destaca no cultivo do gengibre com o lançamento da cultivar Imigrante. Essa é a primeira variedade brasileira a receber o Registro de Proteção de Cultivar (RPC) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O estado, que já é conhecido por sua rica produção agrícola, agora mostra mais uma vez sua inovação no setor ao inaugurar o primeiro viveiro certificado de mudas de gengibre do país, programado para o dia 15 deste mês.
O evento, que será realizado das 7h30 às 11h no Sítio Hort Belz, localizado na comunidade de Rio das Pedras em Santa Leopoldina, contará com a presença de especialistas e agricultores interessados em conhecer a nova cultivar e as tecnologias associadas a ela. A professora Ana Paula Candido Gabriel Berilli, que coordena o estudo no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – Campus Alegre, ressalta a relevância desse viveiro, destacando que ele proporcionará aos produtores rurais acesso a mudas de qualidade, uniformes e com procedência genética definida.
“Essas mudas certificadas são fundamentais para o setor produtivo. A base da cadeia produtiva é ter um material genético de excelência, e isso permitirá um aumento na economia tanto regional quanto nacional. Estamos oferecendo um material melhorado e com alto potencial produtivo”, afirma Ana Paula.
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Importância do Registro e da Comercialização
Segundo a pesquisadora, o tempo decorrido entre o registro e o lançamento da cultivar Imigrante, que foi de quase dois anos, deveu-se à ausência de diretrizes para a criação de viveiros de gengibre no Brasil. “Um registro de cultivar é apenas o primeiro passo; a comercialização depende de uma estruturação adequada do setor”, explica. A professora destaca que o Ifes ajudou a estabelecer essa estruturação necessária para o funcionamento do viveiro e para a disponibilização das mudas aos produtores.
Além da inauguração do viveiro, o Dia de Campo incluirá a palestra “Expectativa para o mercado externo de gengibre”, que será apresentada por Leonarda Maria Plaster, presidente da Cooperativa dos Produtores de Gengibre da Região Serrana do Espírito Santo (Cooperginger). Espera-se que cerca de 200 agricultores compareçam ao evento, que promete ser uma oportunidade única para troca de conhecimentos e informações sobre o mercado.
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Transferência de Tecnologia e Aquisição de Mudas
O Ifes Campus Alegre está ativamente envolvido na transferência de tecnologia da cultivar para os produtores. Esses agricultores, com o suporte de um responsável técnico, serão encarregados da manutenção das plantas em suas propriedades. O apoio também vem de instituições como o Ifes Campus Santa Teresa e o Incaper, além de uma empresa consultora, garantindo que o processo seja realizado de maneira eficiente.
O engenheiro agrônomo Arildo Sebastião Silva, responsável técnico pelo viveiro, revelou que as primeiras mudas estarão disponíveis para venda a partir de 15 de junho. Durante o evento, os interessados receberão instruções sobre um pré-cadastro, no qual poderão indicar a quantidade de mudas que desejam adquirir. “Por ser um lançamento, a quantidade de mudas será limitada. Nossa intenção é atender o maior número possível de produtores com essa nova variedade”, destaca Arildo.
O viveiro, localizado no Sítio Hort Belz, é de propriedade do agricultor Alexandre Lemke, que é reconhecido pelo seu trabalho na seleção genética de diferentes plantas de gengibre ao longo dos anos. O estudo que levou ao desenvolvimento da cultivar Imigrante é resultado dessa caracterização genética.
Em resumo, a inauguração do primeiro viveiro certificado de mudas de gengibre no Brasil representa um avanço significativo para a agricultura do Espírito Santo e para a produção nacional. Com o apoio do Ifes e a nova cultivar, os produtores estão prestes a experimentar uma nova era no cultivo do gengibre, que promete trazer não apenas qualidade, mas também uma contribuição substancial para a economia regional.
