Paraná amplia acesso ao exame de DNA-HPV para todas as cidades
O Paraná deu um passo importante para a saúde das mulheres ao ampliar a oferta do exame de DNA-HPV para todos os municípios do estado. A decisão foi oficializada durante a 2ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2026, realizada em Curitiba. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) firmou o compromisso de levar essa tecnologia avançada para o Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o território paranaense.
Desenvolvido no Brasil pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), em cooperação com o Governo do Estado e a Fiocruz, o exame molecular tem maior sensibilidade que o método tradicional do papanicolau. O teste visa alcançar cerca de 328 mil mulheres na faixa etária recomendada, tornando-se uma ferramenta estratégica para a detecção precoce do câncer do colo do útero.
Implementação e impacto esperado na saúde pública
O Paraná iniciou a implementação do teste de DNA-HPV em outubro de 2025 como um dos 12 estados escolhidos pelo Ministério da Saúde para a fase piloto nacional. Inicialmente, Curitiba e Rio Branco do Sul participaram desse projeto piloto, que agora se expande para todo o estado. Essa descentralização permite que o exame seja realizado nas unidades de saúde locais, facilitando o acesso da população.
Segundo estimativas para 2026, o Paraná deve registrar cerca de 1.120 novos casos de câncer do colo do útero. A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a meta de eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030, entendendo isso como reduzir a incidência para menos de 4 casos por 100 mil mulheres. Atualmente, o índice no Paraná é de 13 casos por 100 mil, o que reforça a importância da adoção do novo exame.
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Fonte: diariofloripa.com.br
Vantagens do teste de DNA-HPV e organização do atendimento
O secretário estadual da Saúde, César Neves, destaca que o DNA-HPV identifica a presença do vírus com alta antecedência, detectando tipos cancerígenos antes do surgimento de lesões, o que permite um tratamento precoce. Essa tecnologia, combinada com a vacinação contra o HPV, é a abordagem mais eficaz disponível.
A transição do exame citopatológico para o teste molecular traz ganhos significativos em eficiência e conforto. Enquanto o papanicolau deve ser realizado anualmente e, após dois resultados normais, a cada três anos, o exame de DNA-HPV permite que o intervalo entre coletas seja estendido para cinco anos, devido à sua alta confiabilidade.
O processo de coleta permanece simples e acessível, realizado nas unidades de saúde municipais. As amostras são enviadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para registro e encaminhadas ao laboratório de referência no Rio de Janeiro para análise molecular.
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Suporte do Estado e foco na prevenção
A ampliação do exame é destinada a mulheres entre 25 e 64 anos que tenham histórico de atividade sexual. Para garantir o sucesso da implementação, a Sesa oferece insumos, capacitação e orientação técnica aos municípios. Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, reforça a seriedade do trabalho e a expectativa de atingir as metas de redução dos casos.
Além do rastreio, a vacinação contra o HPV continua sendo a principal prevenção primária. Disponível para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos na rede pública, a vacina protege contra diversos tipos de câncer relacionados ao vírus, incluindo o de colo do útero, pênis, ânus, uretra e garganta, além de prevenir verrugas genitais.
A Sesa alerta também para a etapa de resgate da vacinação, que estará disponível até junho de 2026 para adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a imunização na idade recomendada.
