Avaliação do Desempenho Sustentável em Transporte Coletivo Metropolitana
A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) deu início a testes operacionais com um ônibus que utiliza GNV e biometano, integrado às linhas do transporte coletivo da Grande Curitiba. O veículo, que começou a circular na linha E12 – Afonso Pena/Centenário, conecta São José dos Pinhais à capital paranaense, uma rota que apresenta alta movimentação na região.
A proposta dos testes é analisar o desempenho do Volare Fly 10 GV sob condições reais de operação, focando em aspectos como consumo de combustível, autonomia, desempenho mecânico, conforto para os passageiros e a viabilidade operacional da tecnologia, com vistas a uma futura ampliação da frota utilizando combustíveis com menor impacto ambiental.
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De acordo com informações do Governo do Paraná, o ônibus em questão tem potencial para reduzir a emissão de material particulado em até 96% e os gases de efeito estufa em até 84%, se comparado a veículos que operam exclusivamente com diesel.
Segundo a Amep, essa experiência não apenas analisará o desempenho do ônibus, mas também permitirá um olhar mais atento sobre a infraestrutura de abastecimento e a adaptação do sistema metropolitano a novas matrizes energéticas. Willian Correa, diretor de Transportes da Amep, enfatizou que a iniciativa busca alternativas mais sustentáveis para o transporte coletivo e que os testes são fundamentais para verificar a eficácia do veículo na prática operacional.
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O modelo Volare Fly possui capacidade para até 54 passageiros e é equipado com ar-condicionado, controle eletrônico de estabilidade e sistemas de monitoramento operacional. Essa combinação de recursos visa proporcionar uma experiência confortável e segura para os usuários.
Especialistas do setor têm destacado o uso de biometano em ônibus urbanos e metropolitanos como uma alternativa viável para a transição energética, especialmente em áreas que já dispõem de infraestrutura para a distribuição de gás natural. O biometano, por sua vez, pode ser produzido a partir de resíduos orgânicos, aterros sanitários e atividades agroindustriais, contribuindo para uma cadeia de produção mais sustentável.
Nos últimos anos, diversas cidades brasileiras têm explorado tecnologias alternativas ao diesel no transporte coletivo, testando ônibus elétricos, híbridos, movidos a hidrogênio, além de modelos a gás natural e biometano. Em Curitiba e na Região Metropolitana, iniciativas anteriores com ônibus a GNV foram realizadas em parceria com empresas do setor energético e fabricantes de chassis e carrocerias.
Essa nova iniciativa da Amep ocorre em um contexto em que operadores e gestores públicos estão em busca de soluções que possibilitem a redução das emissões de poluentes, sem onerar significativamente os custos operacionais dos sistemas de transporte coletivo. O avanço para um transporte mais limpo e eficiente é, sem dúvida, um passo importante na busca pela sustentabilidade nas cidades.
