Prazo para definição sobre Memphis Depay no Corinthians
Marcelo Paz, executivo de futebol do Corinthians, projeta que a decisão sobre a permanência do atacante Memphis Depay será tomada até a próxima segunda-feira, 27. O dirigente destacou que tanto o clube quanto o jogador manifestam desejo de seguir juntos, mas ressaltou a importância da responsabilidade financeira do Timão nas negociações.
“O Corinthians tem o desejo da permanência dele, o Memphis tem um desejo de permanência do Corinthians. O Corinthians está na linha de responsabilidade financeira. Então, caso ele fique, é um novo modelo de contrato, bem diferente do contrato anterior, dentro da realidade que o clube possa atingir. Isso vem sendo discutido, o debate está na mesa e acredito que possa ser resolvido, até domingo ou até segunda, uma coisa nesse sentido. Quando eu digo resolvido, é para o sim ou para o não”, afirmou Marcelo Paz ao SporTV, na Neo Química Arena, antes do jogo contra o Remo.
Negociação envolve ajustes financeiros e prazo do contrato
O atacante holandês, que tem vínculo até 31 de julho, apresentou uma contraproposta ao Corinthians, com uma das principais resistências do clube sendo o prazo solicitado para o novo contrato, de três anos. Outro ponto em discussão é a dívida do clube com Memphis, que ultrapassa R$ 40 milhões em prêmios e bonificações contratuais.
“Eu não queria estabelecer percentual (de permanência) porque a gente gera expectativa no torcedor, mas o debate está na mesa. O Corinthians vai ser firme nas suas convicções, porque a gente está trabalhando com responsabilidade financeira. Sabemos disso, estamos sendo bastante sensíveis a isso. Vamos ver o desfecho que tem. Se for a permanência dele, certamente a gente vai ter um grande ganho técnico, mas dentro da realidade do Corinthians”, complementou Paz.
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Retorno de Memphis e participação da patrocinadora na negociação
A diretoria do Corinthians espera a reapresentação de Memphis no CT Joaquim Grava entre sábado e segunda-feira, após 25 dias de folga concedidos desde a eliminação da Holanda na Copa do Mundo. A volta do jogador acontece justamente na semana decisiva para o término do seu contrato.
Um fator que pode influenciar a negociação é o envolvimento da Ezze Seguros, patrocinadora do Corinthians, que demonstra interesse em continuar a parceria tanto com o clube quanto com o atacante.
Desafios financeiros: transfer ban e vendas de atletas
Além da situação com Memphis, o Corinthians enfrenta quatro transfer bans ativos, três deles aplicados pela Fifa e um pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), totalizando uma dívida superior a R$ 23 milhões.
“É um desafio que sabia que ia viver. Quando vim para o Corinthians, sabia das dificuldades financeiras. Fizemos uma primeira janela a custo zero para não colocar combustível nessa dívida. Acreditamos que será resolvido, presidente está buscando soluções, e a venda de atletas é uma delas. A janela internacional está em funcionamento, temos bons ativos e temos que fazer algum tipo de venda para sanar o transfer ban”, explicou Marcelo Paz.
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O executivo preferiu não estipular prazos para a resolução do problema, que envolve pendências financeiras junto ao Midtjylland, da Dinamarca (Charles), Philadelphia Union, dos Estados Unidos (José Martínez), além de multas atrasadas junto à Fifa e parcelas da CNRD. Ele também destacou a possibilidade de vendas de jogadores no segundo semestre para aliviar a situação.
Mercado e negociações travadas pelo transfer ban
O Corinthians chegou a negociar a volta do atacante Wesley, revelado pelo clube e atualmente no Al-Nassr, da Arábia Saudita, mas a existência do transfer ban impediu o avanço das conversas. Marcelo Paz ressaltou que a negociação está suspensa, mas não encerrada, e que depende da redução das restrições para contratação.
“A negociação não está ativa, porque a gente tem que pagar salário, pagar transfer ban, para depois contratar. Quando eu digo que não está ativa, não é que ela fechou, que ela morreu. Ele sabe o nosso interesse, tem vontade de voltar para o Corinthians, mas nesse momento ele não tem nem muito o que conversar. Ele é muito ciente dessa realidade, e quem sabe mais a frente com tudo isso sendo resolvido, essa situação possa voltar à mesa com mais força”, concluiu o executivo.
