Reajuste de Energia Elétrico no Paraná Impacta Clientes da Copel
A partir desta quarta-feira (24), a conta de luz terá um aumento significativo para os consumidores da Companhia Paranaense de Energia (Copel) em Curitiba (PR) e todo o Paraná. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (23) um reajuste médio que varia conforme o perfil do consumidor.
Percentuais do Reajuste por Categoria de Consumidor
Para os consumidores residenciais, o aumento médio será de 20%. Já os consumidores cativos de baixa tensão, que incluem pequenos comércios, iluminação pública e pequenas propriedades rurais, terão um reajuste de 19,85%. Para os consumidores de alta tensão, como grandes empresas, hospitais, shoppings e indústrias, o reajuste chega a 21,87%. No geral, o impacto médio para o consumidor paranaense ficou em 20,51%, dependendo do consumo individual.
Fatores que Influenciaram o Reajuste Tarifário
Segundo a Aneel, os principais responsáveis pelo aumento foram os custos relacionados à transmissão e compra de energia, além dos encargos setoriais e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior. Todo esse processo foi amplamente debatido em audiência pública realizada em Curitiba (PR) no dia 24 de abril, com participação da sociedade civil e especialistas.
A Copel, em nota, ressaltou que o reajuste é definido exclusivamente pela Aneel. A empresa explicou que os consumidores residenciais pagarão, em média, cerca de R$ 0,76 por kilowatt-hora (kWh).
Impacto do Subsídio à Geração Distribuída
Um dos pontos que mais pesaram no aumento da tarifa foi o custo do subsídio à geração distribuída (GD), especialmente a energia solar produzida por placas fotovoltaicas instaladas em residências, comércios e indústrias. Este subsídio representa 16% do impacto tarifário e é custeado por todos os consumidores, mesmo aqueles que não possuem sistemas próprios de geração.
Esse benefício está incluído na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que financia políticas públicas e subsídios no setor elétrico. O custo da CDE é uma das principais razões para o aumento das tarifas e tem efeitos em todo o Brasil, não apenas no Paraná.
Diferença entre Revisão Tarifária e Reajuste Anual
O aumento vigente a partir de 2024 decorre da revisão tarifária periódica da Copel, que ocorre a cada cinco anos. Esse processo avalia o custo eficiente da distribuição, metas de qualidade, perdas de energia e os componentes do chamado “Fator X” para o ciclo tarifário. A última revisão desse tipo foi em 2021 e resultou em um aumento de 9,8%.
Isso difere do reajuste tarifário anual, que considera o índice da inflação menos o Fator X e é realizado todos os anos, exceto nos anos em que ocorre a revisão periódica. O último reajuste anual foi em junho de 2025, elevando as tarifas em 2,02%.
A Aneel destaca que ambos os processos repassam custos com compra e transmissão de energia, além dos encargos setoriais que financiam políticas públicas definidas por lei.
Como Funciona a Revisão Tarifária na Prática
Para realizar a revisão, a Copel envia dados sobre o abastecimento para a Aneel, que então calcula o reajuste considerando:
- Custo da energia, definido pela esfera federal;
- Encargos determinados por políticas públicas federais;
- Remuneração pela operação, manutenção e expansão das redes, informada pela Copel.
A Copel atende quase 5,3 milhões de unidades consumidoras, sendo a maioria residências. De acordo com a companhia, para cada R$ 10 pagos na conta de luz, cerca de R$ 2 ficam com a Copel. O restante é destinado ao sistema elétrico nacional para compra e transmissão de energia, pagamento de encargos federais e subsídios estipulados pelo governo federal.
A empresa reforça seu compromisso com a transparência, eficiência no serviço público e segurança energética para os consumidores paranaenses, trabalhando continuamente com a Aneel para minimizar impactos tarifários.
