Trajetória e Contribuições Artísticas
Adriano Sátiro Bittencourt faleceu no sábado, 25 de julho, aos 63 anos, na Unidade de Pronto Atendimento Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Natural de Marialva, no Norte do Paraná, Sátiro foi um artista multifacetado, cuja carreira se destacou pela atuação na música, teatro e educação cultural. Compositor, cantor, instrumentista, regente e arranjador musical, além de ator e diretor teatral, ele construiu uma obra extensa e significativa para a arte brasileira.
Obra e Parcerias Musicais
Desde 1978, Adriano Sátiro acumulou mais de 1.200 composições que abrangem gêneros variados, como música erudita, popular, instrumental e trilhas sonoras. Sua produção artística ultrapassou as fronteiras da música, alcançando o teatro, cinema, vídeo e publicidade, entre outras mídias audiovisuais. Ele trabalhou ao lado de nomes importantes da música nacional, como Carlos Careqa, Arrigo Barnabé, Roberto Prado e Belchior, além de outros colaboradores como Maurício Armênio, Thadeu Wocjiekowski, Marcos Prado, Cláudio Ribeiro, Ulisses e Osvaldo Rios.
Suas composições foram interpretadas por artistas renomados, incluindo Vânia Abreu, Tetê Espíndola, Virgínia Rosa, Rita Ribeiro, entre outros. Um destaque é a música “Ser Igual é Legal”, parceria com Carlos Careqa, gravada por Vânia Abreu e que integrou a trilha sonora da novela “Anjo Mau”.
Reconhecimento e Premiações
Adriano Sátiro recebeu em 1999 o Prêmio “Saul Trumpet” nas categorias de melhor música e destaque na música paranaense. Em 1995, conquistou o terceiro lugar no XII FAMPOP, em Avaré, com a canção “Eclipse em Meia Lua”, composição feita em parceria com Carlos Careqa e Arrigo Barnabé, interpretada por Virgínia Rosa. Essa música competiu com obras de artistas de grande expressão na música brasileira, como Luiz Carlos da Vila, Paulo César Feital e Roberto Menescal.
Atuação na Educação e Teatro
Além da carreira musical, Sátiro dedicou-se à educação artística. Ministrou Oficinas de Regência Coral e Coral Infantil promovidas pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEC-PR), voltadas a professores das redes estadual e municipais e ao público em geral. Também ofereceu cursos, oficinas e workshops nas áreas de teatro e música, integrando as artes cênicas com a composição musical, criando trilhas para espetáculos teatrais, cinema e vídeo.
Nos últimos anos, continuou ativo na criação artística, atuando como diretor artístico, compositor e arranjador em produções de áudio, além de desenvolver composições musicais para formatos digitais. Em parceria com a musicoterapeuta Luciana Alves, realizou oficinas de música e musicoterapia, e juntos dirigiam a Fábrica de Mágicas, Centro de Artes, Terapia e Educação, em Piçarras, Santa Catarina.
Despedida e Legado
O sepultamento de Adriano Sátiro aconteceu na manhã de domingo, 26 de julho, no Crematório Memorial da Vida. Seu legado permanece vivo na extensa obra e na contribuição que deixou para a cultura paranaense e brasileira, marcada pela diversidade artística e pela dedicação ao ensino da música e das artes cênicas.
