Brasil Expande Horizontes na Avicultura
O governo brasileiro anunciou a conclusão de negociações que permitem a exportação de ovos e seus derivados para a Coreia do Sul. Essa iniciativa é um marco importante para a avicultura do país, criando novas oportunidades de mercado e diversificação de produtos. Com essa abertura, os ovos serão não apenas consumidos diretamente, mas também utilizados na indústria alimentícia local.
As exportações do agronegócio brasileiro para a Coreia do Sul atingiram US$ 2,4 bilhões em 2025, com destaque para itens como farelo de soja, carne de aves, café, soja em grão, milho, fumo, algodão e couro. Durante a recente missão presidencial à República da Coreia, realizada em fevereiro de 2026, foram assinados memorandos de entendimento que buscam fortalecer a cooperação nas áreas de agricultura, bioinsumos e inovação rural.
Este diálogo não só promete expandir o mercado, mas também aperfeiçoar as práticas sanitárias entre os dois países, essencial para garantir a segurança alimentar e a saúde pública. Com essa nova etapa, o Brasil contabiliza 602 aberturas de mercado desde o início de 2023, um resultado que reflete o esforço conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Cenário Atual do Mercado do Boi Gordo
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Enquanto isso, o mercado físico do boi gordo segue em um ritmo mais lento, com sinais de estabilidade nos preços, mesmo com a proximidade do Dia das Mães, uma das principais datas para o consumo de carnes no Brasil. Este cenário é resultado da demanda interna moderada e da concorrência de proteínas alternativas.
Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, observa que frigoríficos em estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais estão tentando alongar suas escalas de abate, oferecendo preços mais baixos. Por outro lado, Mato Grosso enfrenta uma situação oposta, onde a indústria local ajustou seus preços para garantir o abastecimento, devido ao encurtamento das escalas de abate.
Monitoramento da Cota de Exportação para a China
Um fator de grande importância para o setor é a monitoramento da cota de exportação de carne bovina para a China, principal destino das carnes brasileiras. A expectativa é que o limite atual seja atingido em junho, aumentando as incertezas sobre o volume de embarques durante o terceiro trimestre de 2026. Essa situação pode impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado nacional.
Status dos Preços da Arroba do Boi Gordo
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Até o dia 7 de maio, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das regiões analisadas:
- São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, com uma queda de 2,78% em relação à semana anterior;
- Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
- Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Desempenho da Carne Bovina no Mercado Atacadista
No atacado, os preços da carne bovina também se acomodaram, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo. Iglesias destaca que o nível atual de preços limita novas altas, já que muitos consumidores enfrentam dificuldades para arcar com aumentos adicionais no varejo. Assim, a carne bovina continua perdendo competitividade em relação a opções mais acessíveis, como a carne de frango.
Os preços médios dos cortes bovinos na semana incluem:
- Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, com uma queda de 2,13%;
- Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de Carne Bovina em Alta
Apesar da acomodação no mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina mantiveram-se robustas em abril. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, gerando uma receita de US$ 1,572 bilhão, com uma média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio por tonelada exportada foi de US$ 6.241,50.
Quando comparados aos números de abril de 2025, observa-se uma alta de 29,4% na receita média diária e um crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado, o que destaca a força das exportações como um dos pilares de sustentação do setor pecuário brasileiro, especialmente em tempos de cautela no consumo doméstico.
