Denúncias de violência política no Paraná
Um dossiê elaborado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) no Paraná reúne relatos de violência política, agressões físicas, ameaças, atropelamentos e pressão contra trabalhadores motivados por questões eleitorais. O documento foi protocolado junto a cinco órgãos do poder judiciário estadual, incluindo o Ministério Público do Paraná (MPPR), Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Ministério Público do Trabalho (MPT-PR), Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná (PRE-PR) e o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
Segundo o presidente estadual da Federação, Arilson Chiorato, os fatos ocorreram após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais e envolvem episódios graves, como disparos de arma de fogo, depredação de patrimônio e manifestações públicas de incitação à violência contra eleitores e apoiadores do PT. O dossiê relata que o assédio eleitoral ganhou força nas relações de trabalho, com boicotes a comerciantes e possíveis abusos por parte de agentes policiais.
Casos registrados e pedidos de investigação
Entre os episódios destacados, está a morte de Eliseu Pedrozo dos Santos, atropelado durante uma comemoração em Mangueirinha, além do atropelamento de uma mulher que sofreu lesões graves em Castro. Também foram relatadas agressões em cidades como Matinhos e São Miguel do Iguaçu, assim como denúncias envolvendo a atuação de agentes de segurança em Guarapuava e Apucarana. O dossiê também menciona ameaças disseminadas em grupos de mensagens e redes sociais, com declarações que incitam violência contra pessoas identificadas por suas posições políticas.
O documento foi elaborado a partir de reportagens, registros policiais, vídeos, publicações em redes sociais e relatos recebidos pela Federação, que solicita a abertura de procedimentos para apurar os fatos, identificar os responsáveis e garantir proteção às vítimas e testemunhas.
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Fonte: amapainforma.com.br
Assédio eleitoral nas relações de trabalho
Além das agressões físicas, o dossiê denuncia o crescimento do assédio eleitoral no ambiente profissional. Publicações de agentes políticos orientam empresários a demitir trabalhadores por suas posições políticas ou pelo voto nas eleições. Foram citados nomes como o vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) e a vereadora de Londrina Jessicão (PL), ambos acionados individualmente na Justiça.
Dados do Ministério Público do Trabalho no Paraná, incluídos no documento, mostram que as denúncias de assédio eleitoral aumentaram de 75 ao final do primeiro turno, em 4 de outubro, para 142 na noite do segundo turno, em 25 de outubro, chegando a 198 em 27 de outubro. A Federação requer que essas condutas sejam averiguadas nas esferas eleitoral, penal e trabalhista, com medidas para coibir as práticas e remover conteúdos irregulares.
Pedidos direcionados aos órgãos judiciais
O PT solicita proteção para vítimas e testemunhas, além da apuração de possíveis excessos cometidos por agentes públicos, incluindo avaliação para responsabilização disciplinar. Caso algum órgão não tenha competência para determinado caso, a Federação pede o encaminhamento aos responsáveis e a comunicação das providências adotadas.
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Ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), o pedido envolve a apuração criminal das agressões, atropelamentos e ameaças, controle externo da atividade policial, requisição de inquéritos, perícias e imagens de câmeras, e identificação dos autores. Ao Ministério Público Eleitoral, solicita-se investigação das condutas de assédio eleitoral e coação no exercício do voto durante o processo eleitoral.
À Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região, a Federação encaminhou pedido para apuração das denúncias de assédio eleitoral, demissões e discriminação política no trabalho. Já ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, a solicitação é para que tenha ciência dos fatos e acompanhe as medidas requeridas nas comarcas, inclusive as de proteção às vítimas. Por fim, o documento foi protocolado também junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
Esse dossiê representa um esforço coordenado para enfrentar a violência política e o assédio eleitoral no Paraná, buscando respostas concretas das instituições e assegurando a proteção dos cidadãos afetados por esses episódios.
