Ex-prefeito de Curitiba anuncia apoio a Lula no segundo turno
Rafael Greca (MDB), figura tradicional da direita paranaense e ex-prefeito de Curitiba, confirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Em discurso divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (19), Greca colocou de lado as diferenças ideológicas e enfatizou a importância da continuidade das políticas sociais, do financiamento da cultura e da defesa da soberania brasileira.
Defesa da cultura e críticas ao projeto adversário
O posicionamento do ex-prefeito surpreende diante de sua trajetória política, que inclui três mandatos à frente da prefeitura de Curitiba e participação na chapa de Sandro Alex (PSD) ao governo do Paraná, apoiada pelo governador Ratinho Júnior (PSD). Apesar de ressalvas ao governo Lula, Greca reconhece o compromisso do presidente com os segmentos mais vulneráveis e com a manutenção das políticas culturais brasileiras.
“Se houver um Lula, não está meio dando no gasto, mas pelo menos ele tem a reta intenção de servir aos pobres e de manter a Lei Rouanet”, afirmou. O ex-prefeito dedicou parte do discurso à crítica do projeto político adversário, alertando para o risco de enfraquecimento dos mecanismos de financiamento cultural sob um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
“Não vai ter Lei Rouanet. Eles não querem a música, eles não querem o financiamento da cultura, eles não querem museus, eles não querem universidades, eles não querem escolas públicas”, declarou.
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
Soberania nacional e disputa ideológica na eleição presidencial
Greca também expressou preocupação com a influência dos Estados Unidos sobre o Brasil, associando a disputa presidencial à defesa dos interesses nacionais, sobretudo em relação às riquezas minerais brasileiras. “Pensem qual ideologia vale o direito de calar o Brasil, e calar o Brasil para só servir aos Estados Unidos, para só servir aos que querem as nossas terras raras”, afirmou.
Para o ex-prefeito, a superação das divisões ideológicas é fundamental na escolha do próximo presidente. Utilizou a metáfora musical para ilustrar seu posicionamento: “Não tem música de direita nem de esquerda, porque o gaiteiro, para tocar, precisa das duas mãos, a direita e a esquerda.”
Ao finalizar, Greca ressaltou que não poderia permanecer em silêncio diante da disputa eleitoral. “Eu não posso me calar, porque se eu me calasse, as pedras falariam.”
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Fonte: soudebh.com.br
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Trajetória política e contexto eleitoral no Paraná
Rafael Greca administrou Curitiba entre 1993 e 1996 e retornou à prefeitura para dois mandatos consecutivos, de 2017 a 2024. Ao longo da carreira, transitou por diferentes legendas, incluindo DEM e PSD, antes de voltar ao MDB.
Nas eleições estaduais de 2026, Greca disputou a vice-governadoria na chapa de Sandro Alex, apoiada por Ratinho Júnior, que acabou derrotada por Sergio Moro (PL). Moro foi eleito governador do Paraná ainda no primeiro turno, com 3.127.911 votos, o que corresponde a 50,10% dos votos válidos, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O posicionamento público de Greca acontece a cinco dias do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25). Sua manifestação revela que a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro mobiliza lideranças conservadoras dispostas a apoiar o petista em temas como soberania nacional, políticas sociais e preservação da cultura brasileira.
