Queda expressiva no turismo do Paraná
O setor turístico do Paraná registrou uma queda de 7,7% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que essa retração é a maior entre os estados brasileiros. No cenário nacional, o recuo foi de 1,6%, marcando o terceiro resultado negativo consecutivo para o turismo no país.
Desempenho acumulado e comparação regional
Entre janeiro e maio, as atividades turísticas no Paraná caíram 3,9%, enquanto o Brasil manteve uma estabilidade relativa, com variação negativa de 0,1% no mesmo período. Mesmo com essa desaceleração recente, o resultado acumulado dos últimos 12 meses ainda é positivo para o estado, com crescimento de 1,8%, ligeiramente acima da média nacional de 1,7%.
Na análise regional, dez dos dezessete locais pesquisados apresentaram taxas negativas. Minas Gerais lidera as perdas com 5,6%, seguida por Pernambuco (-5,5%), Santa Catarina (-5,1%) e Paraná (-3,9%). Em contrapartida, o Rio de Janeiro destacou-se com crescimento de 6,1%, acompanhado pela Bahia (3,5%) e São Paulo (0,3%).
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Fonte: soupetrolina.com.br
Pressão no setor aéreo e impacto nos negócios
Segundo Lucas Dezordi, assessor econômico da Fecomércio PR, a desaceleração de maio foi influenciada principalmente pela redução das receitas das empresas de transporte aéreo de passageiros e hotéis. O Paraná vinha de um período de forte expansão em 2025, mas agora enfrenta uma desaceleração nas atividades econômicas ligadas ao turismo, que não necessariamente indica queda no número de visitantes. O indicador reflete o desempenho de segmentos como hospedagem, alimentação, transporte, agências de viagens e lazer.
Os dados de fluxo internacional reforçam essa análise. De janeiro a maio, o Paraná recebeu 508.251 visitantes estrangeiros, segundo informações da Embratur, Ministério do Turismo e Polícia Federal. Esse volume corresponde a 47% do total de chegadas registradas em 2025, que somaram 1,064 milhão de estrangeiros.
Desafios do transporte aéreo e custos elevados
Dezordi aponta que as dificuldades enfrentadas pelo transporte aéreo, como aumento dos custos e redução da rentabilidade, estão entre as principais pressões para o desempenho do turismo no estado. O conflito no Oriente Médio e a alta no preço dos combustíveis elevaram os custos operacionais das companhias aéreas, reduzindo as margens mesmo com demanda relativamente alta por viagens.
