Como o inverno seco impacta a pele
Quando o frio chega acompanhado do ar seco, a pele é uma das primeiras a sofrer as consequências. Em várias regiões do Brasil, a diminuição das chuvas no inverno provoca uma queda significativa na umidade do ar, criando condições ideais para o ressecamento, irritação e sensibilidade da pele. A dermatologista Glauce Eiko destaca que a pele perde água com mais facilidade nesses ambientes, o que compromete a barreira de proteção natural.
“A baixa umidade reduz a água presente na camada mais superficial da pele, o estrato córneo. Com o ar seco, a evaporação se intensifica, fazendo com que a pele perca água para o ambiente muito rapidamente. Isso causa microfissuras, descamação visível e aumenta a sensibilidade, podendo até agravar condições pré-existentes, como dermatite atópica ou irritativa”, explica a especialista.
Ela alerta que o efeito ultrapassa o ressecamento aparente, pois o ambiente seco provoca alterações profundas na pele, afetando os lipídios que mantêm sua proteção natural e criando um ciclo contínuo de ressecamento e inflamação.
Todos os tipos de pele sofrem com o clima seco
É comum associar o ressecamento apenas a peles naturalmente secas, mas a dermatologista reforça que até quem tem pele oleosa pode sentir os impactos do inverno seco. “O tempo seco pode desencadear um efeito rebote, fazendo a pele produzir ainda mais óleo para compensar a irritação e o ressecamento superficial. Por isso, a hidratação é fundamental para todos os tipos de pele nesse período”, comenta.
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Fonte: ocuiaba.com.br
Além disso, mesmo quando as temperaturas não estão tão baixas, manter a pele hidratada continua sendo indispensável. O erro mais comum é pensar que o calor dispensa o hidratante, mas a baixa umidade do ar aumenta a perda de água, deixando a pele desidratada e vulnerável, mesmo que isso não seja perceptível imediatamente.
Adaptação na rotina de cuidados durante o inverno
Para proteger a pele no clima seco, é importante ajustar os hábitos diários. A dermatologista recomenda o uso de sabonetes suaves, preferencialmente syndets, que limpam sem agredir a pele. Evitar banhos muito quentes e diminuir esfoliações agressivas também são medidas que ajudam a reduzir a sensibilidade.
Na hidratação, combinar diferentes ativos é a chave. Umectantes ajudam a atrair água para a pele, reparadores de barreira repõem lipídios essenciais e agentes oclusivos reduzem a perda de água, reforçando a proteção natural. O uso do protetor solar não pode ser negligenciado, mesmo nos dias frios e secos. “O sol do inverno também pode causar queimaduras e danos. Prefira fórmulas que ofereçam conforto, sem ressecar ainda mais a pele”, alerta Glauce.
Cuidado redobrado com ativos e tratamentos
O uso de ácidos e retinoides durante o inverno seco exige atenção. A desidratação aumenta o risco de irritação, por isso, é recomendado reduzir a frequência ou a concentração desses produtos. O método buffer, que consiste em aplicar hidratante antes ou depois do ácido, cria uma barreira protetora que melhora o conforto da pele sensibilizada.
Além dos cuidados tópicos, alguns suplementos podem auxiliar na manutenção da hidratação. A farmacêutica Patrícia França destaca que ativos como os Fosfolipídeos de Caviar, que contêm ômega-3 e antioxidantes, promovem hidratação de dentro para fora, fortalecendo a barreira cutânea e reduzindo a perda de água transepidérmica.
Procedimentos estéticos para reforçar a hidratação
Em consultório, tratamentos como a hidrodermoabrasão podem ser aliados importantes no cuidado da pele durante o inverno. A dermatologista Lilian Brasileiro explica que o Hydrafacial, com sua tecnologia exclusiva, remove impurezas e entrega componentes hidratantes, melhorando instantaneamente a qualidade da pele.
Ambiente e cuidados extras no dia a dia
O ambiente em que vivemos também influencia a saúde da pele. Evitar a exposição prolongada ao ar-condicionado e usar umidificadores de ar dentro de casa são estratégias recomendadas para manter a umidade adequada. Para áreas mais sensíveis, como os lábios, produtos com petrolato, lanolina ou dimeticona ajudam a prevenir rachaduras e desconfortos.
Com essas orientações, é possível passar pelo inverno seco sem abrir mão de uma pele saudável e protegida, mesmo com as mudanças climáticas que afetam diretamente o cotidiano de quem vive nas cidades brasileiras.
