Paraná lidera crescimento econômico em abril
O Paraná registrou um crescimento de 2,44% na atividade econômica em abril de 2026, comparado ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (24). Esse avanço é mais que o dobro da média nacional, que ficou em 0,92% no mesmo período, e também supera estados com maior peso econômico, como São Paulo (0,87%), Minas Gerais (1,53%), Santa Catarina (0,95%) e Bahia (1,23%).
Na comparação mensal, o desempenho do Paraná também foi superior, com alta de 0,70% em relação a março, enquanto o índice nacional cresceu 0,51%. Esses números refletem a aceleração da economia estadual, que vem mostrando resultados positivos desde o início do ano. Em março, o crescimento anual do Paraná havia sido de 1,77%.
Setores industriais e de serviços puxam crescimento
O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, atribui o desempenho a fatores internos do Estado que compensam os desafios macroeconômicos nacionais, como a política de juros restritiva e barreiras comerciais que afetam as exportações. “Os desequilíbrios fiscais do País não impactam igualmente as contas públicas do Paraná. Os investimentos governamentais estão em alta e gerando estímulo no emprego, que cresce junto com a renda”, explica.
De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), a produção industrial do Paraná cresceu 0,8% em abril frente a março, superando a média nacional de 0,7%. No setor de serviços, o avanço foi ainda mais expressivo: 3% no mesmo período, mais que o dobro do crescimento de 1,2% registrado no Brasil.
Empresas e geração de empregos em alta
Além do desempenho dos setores produtivos, o Paraná também registrou um aumento expressivo no número de empresas. Nos cinco primeiros meses de 2026, o saldo positivo chegou a 83.095 novos negócios, alta de 19,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram criadas 69.314 empresas.
Esse cenário reforça o impacto direto da recuperação econômica na geração de empregos e oportunidades de negócios, refletindo em uma atividade econômica mais dinâmica e sustentável para o Estado, mesmo diante de um contexto macroeconômico desafiador.
