Desencontro na foto oficial do G7
Durante a foto oficial dos líderes reunidos no encontro do G7, realizado na França, na terça-feira, 16, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não trocaram cumprimentos. Ao chegar, Lula cumprimentou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, depois conversou com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente do Egito, Abdel Fatah Al-Sisi. Trump, por sua vez, manteve diálogo com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung.
Na sequência, Lula ficou ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do chanceler alemão, Friedrich Merz, antes de todos seguirem para uma reunião fechada para tratar de temas estratégicos.
Agenda focada em tarifas e negociações bilaterais
Apesar do desencontro no momento da foto, assessores próximos confirmaram que o presidente brasileiro antecipou sua participação na reunião do G7 para tentar viabilizar um encontro bilateral com Donald Trump. O objetivo principal é discutir o novo tarifaço de 25% imposto a produtos brasileiros, sugerido pelo chefe do escritório comercial dos EUA, Jamieson Greer.
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Lula busca avaliar o posicionamento de Trump em relação às medidas que impactam diretamente setores estratégicos do comércio exterior do Brasil, como o comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, e o mercado de etanol. A investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) também cita tarifas preferenciais consideradas desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção à propriedade intelectual e o combate ao desmatamento ilegal.
Prazos e etapas para definição das medidas corretivas
O cronograma do governo americano prevê uma série de etapas antes da implementação do tarifaço. Interessados devem solicitar participação em audiências até 22 de junho de 2026, acompanhados de resumos de depoimentos. Comentários escritos sobre as medidas podem ser enviados até 1º de julho de 2026, com audiência pública marcada para 6 de julho. A decisão final e a aplicação das medidas corretivas estão previstas para 15 de julho de 2026.
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O impacto desse tarifaço pode afetar diretamente a balança comercial brasileira, pressionando setores produtivos e repercutindo no emprego e renda ligados à exportação. A movimentação do governo Lula reflete a tentativa de mitigar riscos e abrir espaço para negociações que preservem a competitividade do Brasil no mercado internacional.
