Rede de voluntários do IAT contribui para cuidados de animais silvestres no Paraná
O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), atua no atendimento de animais silvestres vítimas no Paraná com a ajuda de diversas entidades. Além dos abrigos especializados, o instituto conta com uma rede de voluntários que assumem a guarda temporária desses animais, ampliando as possibilidades de cuidado enquanto aguardam uma destinação definitiva.
Por meio do Termo de Guarda de Animais Silvestres (TGAS), a população pode se cadastrar junto ao órgão ambiental para receber animais oriundos de apreensões ou entregas voluntárias. Esse processo permite que pessoas comuns se tornem guardiões provisórios, oferecendo alimentação e cuidados adequados sob fiscalização da equipe técnica do IAT. Atualmente, 89 animais estão abrigados sob este termo na Região Metropolitana de Curitiba.
Quem pode se tornar voluntário e quais espécies são autorizadas
De acordo com a Portaria IAP 137/2016, os voluntários podem cuidar apenas de algumas espécies específicas, que não estejam ameaçadas de extinção nem sejam invasoras. Entre as aves autorizadas estão psitacídeos como papagaios, caturritas, maritacas e periquitos, além de passeriformes nativos como trinca-ferro e curió. Répteis como tigre d’água e jabuti também fazem parte dessa lista.
Salícia Brito, psicóloga e administradora de empresas, é uma dessas guardiãs da fauna. Ela obteve o termo em 2023 e desde então cuida de maritacas, papagaios, tigres d’água e jabutis junto da família. Para ela, a experiência é enriquecedora, pois permite conhecer os hábitos dos animais e criar um vínculo afetivo durante o período de adaptação. Salícia incentiva outras pessoas interessadas em preservar esses animais a se engajarem no programa.
Requisitos para se cadastrar e cuidados necessários
Para receber o TGAS, os voluntários devem dispor de espaço adequado para acomodar os animais, seguindo as orientações disponíveis no site do IAT. O processo de obtenção envolve duas etapas: cadastro no sistema IAPDOC e envio de documentos por meio do e-Protocolo.
O termo permite abrigar até cinco animais por CPF e endereço, e o responsável pode escolher as espécies que deseja cuidar, contanto que possa garantir as condições específicas para cada uma. É exigido o envio anual de um relatório para a equipe de fauna do IAT, contendo fotos do animal e do recinto, descrição da alimentação e laudo veterinário conforme modelo definido pelo Instituto.
Importância da destinação correta e contato para informações
Gabriela Bonfim Ribeiro, bióloga do Setor de Fauna do IAT, ressalta que o TGAS se aplica apenas a animais recebidos pelo órgão ambiental. Animais silvestres encontrados pela população devem ser sempre encaminhados para avaliação do Instituto antes de qualquer destinação. Apenas após essa análise é que o cuidado temporário por voluntários pode ser autorizado.
Para esclarecer dúvidas ou obter mais informações sobre o Termo de Guarda de Animais Silvestres, o Setor de Fauna do IAT atende pelo telefone (41) 3213-3465 e pelo WhatsApp (41) 99554-3114.
