Solução de alta tecnologia revoluciona a segurança pública no estado
As forças de segurança do Paraná tiveram um desempenho notável em março, solucionando 149 crimes e recuperando 88 veículos, incluindo 24 clonados. Esses resultados foram alcançados com o auxílio do programa Olho Vivo, uma inovação tecnológica que utiliza inteligência artificial para funcionar como um assistente nas investigações. Entre os crimes esclarecidos pelas polícias Militar e Civil estão homicídios, tráfico de drogas, roubos, estelionatos e até casos de estupro.
Os números refletem um crescimento significativo nas operações. Em janeiro, apenas 20 ocorrências foram resolvidas com o auxílio da ferramenta. Já em fevereiro, esse número saltou para 46, e março trouxe um impressionante aumento, com três vezes mais crimes elucidados. À medida que a cobertura da tecnologia se expande, as equipes se tornam mais capacitadas e os processos se aprimoram, resultando em uma eficiência cada vez maior.
A plataforma, que já conta com mil câmeras instaladas em 22 municípios, tem contribuído para a solução de um total de 223 casos, resultando em 152 prisões e a recuperação de 127 veículos desde seu lançamento, no final do ano passado. Essa solução não apenas acelera o tempo de resposta às ocorrências, mas também melhora a eficácia das ações policiais, ao integrar tecnologia ao trabalho das equipes de inteligência e investigação.
Inteligência Artificial a Serviço da Segurança Pública
Na prática, o sistema combina inteligência artificial com a colaboração entre diferentes forças de segurança. Ao receber informações parciais de vítimas e policiais, como fragmentos de placas e características visuais de veículos, a plataforma realiza buscas automatizadas em imagens captadas pelas câmeras e cruza dados de diferentes bases, o que permite localizar veículos e identificar suspeitos de forma mais rápida e eficaz.
Um dos grandes diferenciais do programa é a sua capacidade de integração. A tecnologia não está aqui para substituir o trabalho policial, mas para potencializá-lo. Alertas gerados em tempo real são compartilhados entre equipes e municípios, otimizando o policiamento nas ruas com base em dados concretos e atualizados. Processos que antes requeriam buscas manuais demoradas agora são realizados de forma automatizada, encurtando o tempo entre a ocorrência de um crime e a resposta policial.
Casos de Sucesso Atraem Atenção
O mês de março trouxe à tona casos que ilustram a efetividade do Olho Vivo. Em Cascavel, as equipes de segurança utilizaram a plataforma para monitorar um veículo envolvido em uma série de crimes, incluindo tentativas de furto e disparos de arma de fogo. O acompanhamento contínuo possibilitou a associação de crimes que, de outra forma, poderiam ter permanecido desconectados, levando à prisão dos responsáveis.
Em Ponta Grossa, após um furto em residência, a equipe de inteligência conseguiu identificar o veículo usado no crime, mesmo com imagens que apresentavam resolução insuficiente para a leitura da placa. Com a ajuda do sistema, cruzaram dados e rastrearam o deslocamento do automóvel, resultando na prisão de um dos envolvidos em Curitiba.
Do mesmo modo, em Sarandi, a plataforma emitiu um alerta sobre um veículo clonado com registro de furto. A partir dessa informação, os policiais direcionaram o patrulhamento, abordaram o veículo e conseguiram recuperá-lo antes que outro crime fosse cometido.
Perspectivas Futuras do Olho Vivo
O programa Olho Vivo já conta com a instalação de mil câmeras em diversas cidades do Paraná e, na sequência, policiais militares dos batalhões regionais estão passando por treinamentos para maximizar o uso da plataforma. O projeto é coordenado de maneira integrada pela Secretaria da Segurança Pública, pela Secretaria das Cidades e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados.
A arquitetura tecnológica foi desenvolvida para operar em larga escala e respeitar a Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD). O objetivo é expandir a instalação para 26,5 mil câmeras em parceria com as prefeituras, com recursos que não necessitarão de devolução por parte das gestões municipais. Essa evolução promete não apenas aumentar a segurança, mas também implementar um modelo de policiamento mais ágil e eficaz em todo o estado.
