Reconhecimento à Contribuição de Toni Reis nas Áreas de Educação e Direitos Humanos
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) entregou, na noite da última sexta-feira (13), o título de Cidadão Honorário a Toni Martins Müller Harrad Reis. A honraria foi proposta pela vereadora Laís Leão (PDT) e formalizada por meio do Decreto Legislativo 21/2025, oriundo de uma iniciativa da parlamentar. Este momento, repleto de emoção, destacou a importância de Toni Reis na educação e na promoção dos direitos humanos, além de sua atuação na prevenção em saúde.
Durante a cerimônia, autoridades e vereadores enfatizaram a relevância da homenagem, associando-a à trajetória exemplar de Toni. Em sua saudação, Laís Leão frisou que a entrega do título representava um gesto simbólico de reconhecimento ao trabalho de Reis, que, segundo ela, contribuiu significativamente para a construção de uma Curitiba mais inclusiva. “Curitiba é uma cidade para todas as pessoas”, afirmou a vereadora, defendendo a homenagem como um tributo justo ao impacto de Toni na capital.
A mesa oficial da cerimônia contou com a presença de figuras importantes, como Marli Teixeira Leite, secretária municipal da Mulher e da Igualdade Racial, Márcia Huçulak, deputada estadual e ex-secretária da Saúde de Curitiba, e Dr. Rosinha, ex-deputado federal. A sessão foi presidida pela vereadora Giorgia Prates – Mandata Preta (PT), que também ressaltou a importância da trajetória de Toni para a cidade.
Trajetória Inspiradora de Toni Reis
No projeto que fundamentou a homenagem, Laís Leão destacou que Toni Reis atende aos critérios da legislação municipal devido à sua trajetória acadêmica e atuação social. Naturalizado curitibano desde 1984, ele fundou em 1992 o Grupo Dignidade, uma organização que se dedica à promoção de direitos, prevenção de doenças e combate à discriminação. A vereadora também destacou sua formação em Letras e Pedagogia, além de mestrado, doutorado e pós-doutorados na área da Educação, reforçando a importância de sua contribuição ao longo dos anos.
Em sua declaração, a vereadora fez uma conexão entre a entrega do título e a história de Curitiba. Segundo ela, a honraria é um reconhecimento às diversas pessoas e instituições que se dedicam a tornar a cidade mais acolhedora. “Por meio da Câmara Municipal, Curitiba se orgulha de dizer que você é oficialmente um cidadão honorário”, completou Laís, em um gesto de gratidão a Toni Reis.
Giorgia Prates, ao presidir a sessão, agradeceu a Toni Reis, reconhecendo sua contribuição ao movimento LGBTI+ e afirmando que muitos se consideram frutos da luta promovida pelo Grupo Dignidade. Ela destacou a capacidade do homenageado de dialogar com diferentes vozes, celebrando a diversidade dentro do Legislativo curitibano.
Construindo Conexões e Avanços nos Direitos Humanos
Ao receber o título, Toni Reis expressou sua alegria ao afirmar: “Boa noite, Curitiba, porque agora sou um cidadão de Curitiba de fato e de direito”. Em seu discurso, ele comentou sobre o laço profundo que construiu com a cidade ao longo de mais de 40 anos, ressaltando que Curitiba é o lugar onde escolheu viver, amar e trabalhar. Casado com David Harrad desde 1990, Toni compartilha uma família com três filhos, o que fortalece ainda mais seu vínculo com a capital paranaense.
O homenageado também mencionou que a composição da mesa de honra refletia suas áreas de atuação: educação, saúde e direitos humanos. Ao recordar sua trajetória, Toni destacou a fundação do Grupo Dignidade como um marco na institucionalização de seu trabalho em defesa dos direitos fundamentais, prevenção de doenças e enfrentamento da discriminação.
Parte significativa da cerimônia foi dedicada à relembrar as contribuições de Toni em políticas públicas de saúde e direitos humanos. Márcia Huçulak, ex-secretária de Saúde, elogiou a habilidade de Reis em construir pontes em situações de divergência. Nizan Pereira Almeida, ex-secretário de Saúde, e Dr. Rosinha também ressaltaram a importância de sua luta pela igualdade e diversidade ao longo dos anos.
Toni Reis encerrou sua fala reforçando o caráter coletivo das conquistas do movimento LGBTI+, ressaltando que cada progresso alcançado, como a criminalização da LGBTfobia e o reconhecimento da união civil igualitária, foi fruto do trabalho conjunto de ativistas em todo o Brasil. “Nada disso foi obra de uma só pessoa”, concluiu, reafirmando a necessidade de união e força coletiva para a defesa dos direitos humanos.
