Queijaria familiar aposta no turismo rural para ampliar negócios
Localizada em Chopinzinho, no Sudoeste do Paraná, a Queijaria Irmão Queijeiro decidiu ampliar sua atuação além da produção artesanal de queijos. Situada em uma propriedade de 1,7 alqueire, a empresa familiar investiu em turismo rural, criando um espaço dedicado para receber visitantes e proporcionar uma experiência completa da cadeia produtiva. Agora, o público pode acompanhar desde o manejo das pastagens, passando pela criação dos animais, até a ordenha e a fabricação dos queijos.
“Sentimos a necessidade de ampliar a estrutura para melhor atender os turistas que procuram nossos produtos. Hoje, contamos com um espaço para eventos, onde recebemos grupos para experiências, degustações e para compartilhar nossa história”, relata Giovana Karina Gregolon, proprietária da queijaria.
Reconhecimento estadual impulsiona procura e valorização
O incentivo para esse investimento veio após o queijo Colonial Maturado ao Vinho receber a medalha Super Ouro na segunda edição do prêmio Queijos do Paraná, promovido pelo Sistema Faep em 2025. A conquista ampliou a visibilidade da queijaria para além dos limites de Chopinzinho, gerando aumento na demanda pelos produtos.
“A premiação estadual deu visibilidade a um queijo cujo sabor já era reconhecido pelos consumidores. Mais clientes que buscam qualidade e segurança alimentar passaram a procurar nossos produtos e valorizá-los ainda mais”, acrescenta Giovana.
Premiação destaca qualidade e fortalece identidade regional
O Prêmio Queijos do Paraná se firmou como uma plataforma para valorizar queijarias artesanais e industriais do Estado, reforçando a qualidade dos produtos e fomentando a construção de uma identidade queijeira paranaense. Desde sua primeira edição em 2023, que recebeu 291 inscrições, o concurso registrou crescimento expressivo: em 2025, foram 477 queijos inscritos, um aumento de 64%.
“O papel da premiação é justamente colocar os produtos de qualidade do Paraná na vitrine, fortalecer a cadeia produtiva e fomentar o crescimento da produção estadual. Temos muitos produtos de excelência que estão entre os melhores do país”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.
Para Giovana, o reconhecimento da região é crescente: “Na nossa área, o queijo vem se consolidando como uma identidade regional. O número de premiações das queijarias locais ajuda a dar ainda mais reconhecimento à produção da região”.
Produto com forte ligação ao território e produção artesanal
O Colonial Maturado ao Vinho é elaborado exclusivamente com leite cru produzido na própria propriedade e maturado em vinho colonial fabricado na região Sudoeste do Paraná, criando uma conexão direta com o território local.
A comercialização sempre ocorreu de forma direta, mas a premiação acelerou o crescimento da demanda. Apesar disso, Giovana mantém a produção artesanal em pequena escala, garantindo a manutenção das características dos queijos. “Temos uma propriedade pequena e nossa mão de obra é totalmente familiar. Isso limita a ampliação da produção, mas também assegura a qualidade do produto”, explica.
“Produzir queijo já é uma arte. Produzir queijo artesanal de leite cru é uma arte ainda maior. Hoje, olhar para trás mostra que sonhar vale a pena”, conclui.
Prêmio Queijos do Paraná abre terceira edição com novidades
A terceira edição do Prêmio Queijos do Paraná está em andamento, com inscrições abertas desde o lançamento oficial em 23 de junho, no Mercado Municipal de Curitiba. A expectativa é ultrapassar 600 produtos inscritos, consolidando a iniciativa como referência estadual.
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Uma das novidades é o lançamento do inédito Concurso Queijo Colonial do Paraná, exclusivo para essa tradicional categoria, com previsão de 100 inscrições.
A cerimônia de premiação está marcada para 2 e 3 de junho de 2027, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Além da avaliação dos produtos, o evento reunirá cerca de 1,2 mil pessoas em atividades de qualificação e troca de conhecimento, como palestras, minicursos, mesas de debate e harmonizações.
As inscrições podem ser feitas no site do Sistema Faep.
Eficiência na pecuária brasileira avança com qualidade e precocidade
Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a pecuária no Brasil avança em eficiência, com animais atingindo idade de abate mais cedo e apresentando carne de melhor qualidade. Em 2025, o país abateu 42,94 milhões de bovinos, um aumento de 8,2% em relação ao ano anterior, o maior da série histórica. Destes, 8,4 milhões tinham até dois anos, indicando que um em cada quatro bovinos abatidos eram jovens, resultando em carne mais macia e saborosa.
O Circuito Nelore de Qualidade, iniciativa da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), acompanha esse indicador, com mais de 70% dos bovinos abatidos com até dois anos. Essa precocidade traz vantagens econômicas e ambientais, com menor tempo no sistema produtivo e menor uso de pastagens, além de girar o capital do produtor mais rapidamente.
Avanços na produtividade refletem genética e tecnologia
A eficiência na pecuária resulta da soma de fatores como genética, sanidade, nutrição, manejo e gestão. O Beef Report 2026, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), aponta crescimento de 183% na produtividade nos últimos 30 anos, enquanto a área de pastagens diminuiu 18%, para cerca de 160 milhões de hectares.
O uso de tecnologia permite monitorar o consumo e ganho de peso dos animais com precisão, ajudando produtores a tomar decisões mais informadas e elevando os índices de produtividade.
Um exemplo é a Expoinel Nacional, evento da raça Nelore realizado em outubro no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), que destaca a genética e os indicadores econômicos dos animais, contribuindo para a evolução da pecuária brasileira.
Bahia destaca-se por rebanhos diversificados e sanidade avançada
A pecuária baiana ocupa posição de destaque no cenário nacional, com 13,8 milhões de bovinos, 6 milhões de ovinos e 4,7 milhões de caprinos, liderando a criação de pequenos ruminantes. Em 2025, o valor da produção pecuária estadual atingiu R$ 3,46 bilhões, aumento de 4,7% em relação a 2024, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além dos rebanhos, a Bahia se destaca em produção avícola, com 48,1 milhões de galináceos, e na produção recorde de ovos, totalizando 134,1 milhões de dúzias. A apicultura também cresceu, com produção de mel de 4,8 mil toneladas, e a atividade leiteira somou 1,23 bilhão de litros.
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Reconhecimento sanitário fortalece competitividade
Em 2025, a Bahia foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação, um marco para a sanidade e acesso a mercados. A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), lidera ações de vigilância e prevenção em todo o estado.
Com 384 escritórios distribuídos, a Adab executa programas nacionais de controle e erradicação de doenças como brucelose e tuberculose animal, além de vigilância da febre aftosa. O secretário Vivaldo Góis ressalta a importância da cooperação entre poder público e setor produtivo para garantir uma pecuária mais produtiva, segura e sustentável.
Desafios para aumentar produtividade e agregar valor
O crescimento dos rebanhos amplia a dimensão econômica, mas o desafio agora é elevar a produtividade e agregar valor aos produtos. Gill Areas, presidente da Associação Baiana de Pecuária (Acrioeste), destaca a necessidade de avanços em sanidade, rastreabilidade, certificação e industrialização para atender mercados mais exigentes.
Segundo ele, o setor precisa melhorar o acesso ao crédito, infraestrutura, melhoramento genético, recuperação de pastagens e adoção de novas tecnologias para transformar o crescimento em maior competitividade e rentabilidade.
Caravana Educação Sanitária foca prevenção da brucelose no Rio de Janeiro
A 4ª edição da Caravana Educação Sanitária acontecerá entre 20 e 23 de outubro em São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense. A iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior visa ampliar a conscientização sobre a brucelose, doença que afeta animais e pode ser transmitida aos humanos.
Com o tema “Brucelose: prevenção, controle e os riscos para a sanidade animal e a saúde humana”, o evento reúne médicos-veterinários, técnicos e agentes da Defesa Agropecuária para atualização de procedimentos, reforço das medidas preventivas e aprimoramento do atendimento a notificações.
A programação inclui atividades educativas para estudantes do ensino fundamental, universitários de Medicina Veterinária, agentes de saúde e produtores rurais, buscando aproximar os serviços de defesa sanitária da população e ampliar o acesso a informações essenciais.
A Coordenadoria de Defesa Sanitária Animal destaca a importância da capacitação para fortalecer a resposta a riscos sanitários e proteger os rebanhos. As edições anteriores reforçaram o papel da educação sanitária como ferramenta de fortalecimento da Defesa Agropecuária no estado.
Agenda diversificada para públicos variados
Em 21 de outubro, ações ocorrerão em escolas municipais, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Tecnologia (SMECT) e no Espaço do Produtor. Estudantes do 5º ano e universitários de Medicina Veterinária participarão de atividades práticas e teóricas, enquanto produtores rurais terão encontros específicos.
Nos dias seguintes, a programação seguirá com atividades para alunos do ensino fundamental e encerrará com um evento na Câmara Municipal de São Francisco de Itabapoana, reforçando a importância da prevenção e controle da brucelose para a saúde animal e humana.
