Missão Institucional e Parcerias Estratégicas
O Governo do Paraná completou uma missão de dez dias na Nova Zelândia, visando fortalecer laços em ciência, tecnologia e inovação, especialmente nas áreas de biotecnologia e genômica voltadas para o agronegócio. A comitiva paranaense incluiu representantes da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark).
Durante a viagem, foram visitadas instituições de renome, como as universidades de Auckland, Massey, Otago e Canterbury, além de órgãos governamentais e centros de pesquisa reconhecidos. Essas visitas fomentaram o intercâmbio de conhecimento e possibilitaram a identificação de oportunidades para projetos conjuntos. O modelo neozelandês, que integra ensino, pesquisa e produção, foi elogiado por estar alinhado às políticas públicas do Paraná.
Conforme informações divulgadas pelo Governo do Paraná, há uma expectativa de que esses contatos se convertam em parcerias efetivas, com planos para lançar uma chamada pública que incentive projetos colaborativos entre pesquisadores do estado e seus colegas neozelandeses.
Integração entre Ensino e Setor Produtivo
A missão destacou a importância do modelo neozelandês, que promove uma conexão robusta entre universidades e o setor produtivo. As instituições de ensino são estruturadas para enfrentar desafios concretos, como a sustentabilidade ambiental, produção agrícola e gestão territorial.
Essa abordagem inovadora abrange o monitoramento de ecossistemas aquáticos, a modernização das cadeias agroalimentares, a aplicação de tecnologias geoespaciais na agricultura e o desenvolvimento de bioinsumos. O diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, ressaltou que, “na Nova Zelândia, as universidades atuam como geradoras de conhecimento, laboratórios de inovação e plataformas de articulação com o setor produtivo”, o que se alinha perfeitamente com as diretrizes da política pública do Paraná.
Cooperação em Genômica e Biotecnologia
As discussões durante a missão também progrediram na área de cooperação em pesquisa genética, especialmente no Projeto Genomas Paraná. A troca de conhecimento em sequenciamento genético, bioinformática e biotecnologia aplicada à saúde, agricultura e indústria é vista como vital para impulsionar a inovação no estado.
Michel Jorge Samaha, coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná na Seti, destacou que a missão foi fundamental para reforçar a internacionalização do Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia. Ele enfatizou que universidades conectadas a desafios contemporâneos tornam-se peças-chave para o desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Visitas Técnicas e Avanços em Pesquisa
A delegação paranaense também teve a oportunidade de visitar o Instituto Riddet, uma referência em pesquisa na área de alimentos na Nova Zelândia. Durante essa visita, foram apresentados estudos sobre tecnologia e produção de alimentos, além de exemplos de integração com a indústria em busca de inovações. Além disso, o grupo conheceu o laboratório FoodPilot, da Universidade Massey, que se dedica ao processamento experimental de alimentos.
Essas visitas técnicas permitiram um aprofundamento nas estruturas experimentais voltadas para a ciência aplicada, além de apoio a startups e desenvolvimento de soluções tecnológicas para o agronegócio e setores correlatos.
Fortalecimento das Relações Internacionais e Intercâmbio Acadêmico
Desde 2024, Paraná e Nova Zelândia firmaram um memorando de entendimento com validade de dez anos, estabelecendo uma rede internacional de cooperação envolvendo sete universidades estaduais paranaenses e oito neozelandesas. O programa de intercâmbio, denominado Ganhando o Mundo, continua a enviar estudantes da rede pública do Paraná para semestres em universidades da Nova Zelândia.
Esse alinhamento estratégico entre ciência, tecnologia, ensino superior e o setor produtivo abre um panorama promissor para o fortalecimento do ecossistema de inovação no Paraná, trazendo benefícios econômicos, sociais e ambientais que devem perdurar ao longo do tempo.
