Acordo entre Sismmac e Prefeitura de Curitiba
Na tarde da última quarta-feira (8), o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) decidiu suspender a greve dos professores da rede municipal de ensino, após um acordo com a Prefeitura de Curitiba. A reunião ocorreu no Palácio 29 de Março, sede do Executivo municipal, e abordou diversas reivindicações da categoria, incluindo progressão na carreira, vale-alimentação e a recomposição do quadro de profissionais. Atualmente, a rede municipal conta com aproximadamente 11.540 servidores.
Entre os principais pontos do entendimento, destaca-se o percentual de crescimento vertical na carreira, que agora será de 30% para os profissionais do nível 2, 25% para o nível 3 e 25% para o nível 4. Essa medida beneficiará cerca de 50% dos servidores inscritos neste ano, com índices semelhantes que serão aplicados nos ciclos de 2027 e 2029.
Vale-alimentação e Questões de Aposentadoria
Outro aspecto importante do acordo é a implementação do vale-alimentação para todos os profissionais do magistério, que será proporcional à jornada de trabalho, com início previsto para março de 2027. Em relação ao desconto de 14% sobre as aposentadorias, a prefeitura está em processo de discussão para possível ampliação da faixa de isenção, algo que gera expectativa entre os educadores.
A Prefeitura de Curitiba ainda anunciou que o banco de candidatos dos concursos em andamento será zerado e novos certames serão realizados em breve. A empresa encarregada pela organização já está em fase de contratação, o que promete trazer novas oportunidades para a categoria.
Reestruturação e Melhorias nas Escolas
Além das questões salariais, a Secretaria Municipal de Educação se comprometeu a reestruturar o Departamento de Educação Especial, visando substituir estagiários por profissionais efetivos da rede. Essa mudança é vista como uma melhora significativa no atendimento às necessidades educacionais especiais.
Atualmente, cerca de 40 escolas da capital estão em reforma, e em parceria com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), o município está lidando com problemas relativos à manutenção do funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado em várias unidades, o que é crucial para o conforto dos alunos e professores.
Decisão Judicial e Garantias aos Educadores
É relevante mencionar que, anteriormente, uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) havia considerado a greve ilegal, prevendo uma multa de R$ 100 mil ao sindicato e a possibilidade de descontos salariais para os professores que participaram do movimento. Apesar dessa situação, a prefeitura propôs o abono das faltas dos educadores que estiverem presentes na paralisação, desde que reponham os dias letivos até o dia 25 de abril. Dessa forma, o acordo assegura que não haverá descontos em seus salários, incluindo efeitos retroativos, evitando prejuízos funcionais ou financeiros aos servidores.
Para garantir a continuidade das negociações, uma mesa de discussão permanecerá ativa até que todos os compromissos assumidos sejam cumpridos e que as pautas ainda pendentes avancem. O clima de expectativa é palpável entre os educadores, que aguardam a materialização das promessas feitas pela administração municipal.
