Conflito entre a gestão e professores mobiliza debates na Câmara Municipal
A greve dos professores da rede municipal de ensino gerou intensos debates durante a sessão da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) na manhã desta quarta-feira (8). Nove vereadores subiram à tribuna para discutir a paralisação, que inclui temas como a decisão judicial que considerou o movimento ilegal e o andamento das negociações com o Executivo, sem contar os impactos que a greve está causando para os pais que dependem das escolas para a educação de seus filhos.
A maior parte das falas se concentrou na decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que emitiu uma liminar proibindo a greve, sob a ameaça de multa diária. O líder do governo, Serginho do Posto (PSD), descreveu a paralisação como “lamentável”, especialmente diante dos esforços financeiros que a gestão do prefeito Eduardo Pimentel está realizando.
“A Prefeitura está enfrentando um grande desafio orçamentário para atender a essas demandas. O que temos em pauta é o crescimento vertical de 20% para 30% no nível 1 e 25% nos níveis 2 e 3”, detalhou Serginho. Ele também mencionou a previsão do pagamento do “descongelamento” de benefícios para mais de 22 mil servidores, que deve ocorrer a partir de maio, além da expectativa de um vale-alimentação para 2027.
