Pressão para Aprovação de Medidas Provisórias
No início deste ano, o governo se vê diante de um cenário desafiador. Com a aprovação de Medidas Provisórias (MPs) e a análise de vetos presidenciais no Congresso, o tempo é um fator crítico. Um dos principais focos é o programa social que distribui botijões de gás para famílias de baixa renda. Lançada em 2025, essa medida está prestes a perder a validade em 11 de fevereiro. Com a volta do Congresso marcada para o dia 2 do mesmo mês, o governo enfrenta uma janela de apenas uma semana para garantir a aprovação dessa iniciativa. No entanto, o caráter popular do programa pode facilitar a obtenção do apoio necessário.
Além das MPs, a atenção do governo também se volta para os vetos presidenciais, que acumulam uma pauta com 70 itens a serem analisados na retomada dos trabalhos legislativos. Entre eles, destaca-se o veto relacionado ao PL da dosimetria, que busca reduzir as penas de ex-presidentes, incluindo Jair Bolsonaro, e outros envolvidos em situações controversas. Especialistas acreditam que, diferentemente da MP do Gás, esse veto pode ser derrubado, dada a repercussão política que o tema gera.
Expectativas para o Futuro Político
Melillo Diniz, cientista político, analisa que em um ano eleitoral como 2026, o governo precisará adotar uma abordagem cautelosa e negociar minuciosamente cada proposta em debate. A dificuldade em formar uma base política sólida pode complicar o cenário, tornando essencial a liberação de recursos em emendas para aliados como uma estratégia para conquistar apoio nas votações. Assim, a dinâmica entre o Executivo e o Legislativo se torna ainda mais crucial para a governança dos próximos meses.
À medida que as datas se aproximam, o governo deve se mobilizar intensamente para não apenas aprovar as MPs, mas também para lidar com as implicações dos vetos. A expectativa é que, conforme as discussões se intensificam, o ambiente político se torne cada vez mais polarizado, refletindo as divisões já presentes na sociedade.
