Retorno de Estudantes Após Experiência Internacional
No próximo sábado (3), o Aeroporto Internacional Afonso Pena será o cenário do primeiro desembarque de estudantes do Programa Ganhando o Mundo em 2026. Envolvendo 54 alunos da rede pública estadual, este retorno ao Paraná marca a conclusão de um semestre letivo no Reino Unido. Durante o mês de janeiro, mais 95 estudantes também voltarão do território britânico, encerrando mais um ciclo do intercâmbio internacional promovido pelo Governo do Estado.
Além do retorno, esse momento é emblemático, pois antecede o início da maior edição na história do Ganhando o Mundo. Neste ano, dois mil estudantes do ensino médio da rede estadual terão a oportunidade de estudar no exterior, divididos entre cinco países de língua inglesa: mil alunos irão para o Canadá, 300 para a Irlanda, 300 para a Nova Zelândia, 200 para o Reino Unido e 200 para a Austrália. Os primeiros embarques estão programados para ocorrer nos próximos dias, com o restante dos alunos partindo de forma escalonada a partir do segundo semestre.
Critérios de Seleção e Importância do Intercâmbio
Com a participação de estudantes de todos os 399 municípios do Paraná, o programa adota critérios rigorosos, levando em consideração desempenho escolar, frequência e resultados em avaliações como a Prova Paraná Mais. Durante a cerimônia de abertura da edição 2026, que aconteceu no final de novembro em Curitiba, o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, enfatizou que o intercâmbio representa, para muitos jovens, a chance de vivenciar uma experiência educacional internacional pela primeira vez.
Vivências Transformadoras: Depoimentos de Alunos
Entre os estudantes que retornam do Reino Unido está Lorena Campos Cezar, de 16 anos, aluna do 2º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Machado de Assis, localizado em Nova Aurora. Ela teve a chance de estudar na cidade de Abingdon, no condado de Oxfordshire, e descreve sua experiência na escola britânica como “simplesmente extraordinária”.
“O sistema de ensino britânico é um pouco diferente do nosso, e, durante esse tempo, pude me aprofundar nas disciplinas de geografia, matemática, literatura inglesa e business, aprendendo algo novo a cada dia”, relata. Para Lorena, o contato diário com o idioma e as diferentes culturas certamente impactará seu futuro acadêmico e profissional. Ela expressa o desejo de compartilhar tudo que aprendeu com seus professores e colegas ao voltar.
Outro estudante que desembarca neste sábado é Mateus Poleze Damian, de 16 anos, do Colégio Estadual Laranjeiras do Sul, que teve a experiência de estudar em Oxford, cidade que abriga a renomada Universidade de Oxford. Ele destaca como pontos altos de seu intercâmbio a vivência em um país diferente e a estrutura da escola.
“Aprender um novo idioma, com os professores se comunicando apenas em inglês, foi, sem dúvida, a melhor experiência da minha vida. Tenho certeza de que isso agregará muito ao meu currículo e à minha formação, tanto profissional quanto pessoal”, afirma Mateus. Para ele, a vivência internacional amplia a perspectiva de mundo e reforça a necessidade de dedicação aos estudos.
O Ganhando o Mundo: Uma Iniciativa Transformadora
Criado em 2022, o programa Ganhando o Mundo se consolidou como a maior iniciativa pública de intercâmbio da América do Sul. Permite que jovens de 15 a 18 anos da rede estadual vivenciem um semestre letivo em países de língua inglesa, com todas as despesas cobertas pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR). A edição de 2026 se destaca como a mais abrangente, com um total de dois mil participantes, elevando para 4.540 o número de jovens beneficiados desde o início da iniciativa, que já recebeu um investimento superior a R$ 500 milhões.
O apoio oferecido inclui alimentação, hospedagem, transporte interno, passagens aéreas, emissão de passaporte e vistos, além de exames médicos, vacinas, seguro-viagem e material didático. Cada estudante recebe ainda um auxílio mensal de R$ 800 durante o intercâmbio.
Após o retorno ao Brasil, os intercambistas são incentivados a implementar projetos interdisciplinares em suas escolas, permitindo que as experiências adquiridas no exterior se espalhem e beneficiem toda a comunidade escolar.
