Prorrogação de Benefícios Fiscais é Prioridade
O G7 Paraná, em colaboração com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefa), está empenhado na prorrogação de 94 benefícios fiscais relacionados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Esses incentivos fiscais têm validade até o dia 30 de abril e abrangem importantes setores econômicos, incluindo agropecuário, indústria, transporte, comércio e saúde. A iniciativa foi discutida em uma reunião na última segunda-feira (16), entre representantes do G7 e o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, na sede do Sistema FAEP, em Curitiba.
Para garantir a renovação dos convênios, é necessário cumprir as novas diretrizes estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Nesse contexto, as entidades do G7 Paraná se comprometeram a coletar dados econômicos, sociais e ambientais, bem como a elaborar mecanismos de monitoramento e avaliação dos resultados. Com essas informações em mãos, a Sefa poderá encaminhar a proposta de prorrogação dos benefícios fiscais, que visa estender sua validade por mais cinco anos.
“Cada entidade do G7 Paraná ficará responsável pelo levantamento das informações do seu respectivo setor para enviar à Sefa. A renovação destes convênios é vital para os setores produtivos e para a sociedade paranaense, pois ajuda a reduzir os custos de produção e a gerar empregos e renda”, enfatiza Ágide Eduardo Meneguette, coordenador do G7 Paraná e presidente do Sistema FAEP.
A Importância da Transparência no Processo
Outra mudança significativa no processo de renovação ocorreu em dezembro de 2025, quando novas exigências passaram a vigorar. Agora, é imprescindível demonstrar como a renúncia fiscal beneficia a sociedade paranaense. “É crucial que as entidades do G7 Paraná participem ativamente para evidenciarmos os impactos positivos e criarmos um painel que ilustre os indicadores relevantes”, destaca Ortigara.
Desafios no Fornecimento de Energia
Além da prorrogação dos benefícios fiscais, a reunião também abordou a questão do fornecimento de energia elétrica no Paraná, que está sob responsabilidade da Copel. Atualmente, diversos setores têm enfrentado dificuldades, com interrupções frequentes, variações de tensão e atrasos no restabelecimento do serviço, resultando em perdas e danos financeiros significativos.
A Copel, visando melhorar a situação, apresentou um plano de ação que inclui dez itens prioritários, como a criação de um centro de operações voltado para o agronegócio, a realização de um mapeamento das unidades consumidoras na cadeia produtiva, a ampliação do quadro de eletricistas, além de inovações tecnológicas e um aplicativo específico para produtores rurais. A implementação dessas ações está programada para começar em abril.
“A falta de energia impacta diretamente os setores produtivos e a comunidade. Acompanharemos a execução dessas medidas na expectativa de que a situação do fornecimento de energia elétrica se normalize em todo o Paraná, evitando novos problemas, especialmente no meio rural”, ressalta Meneguette.
O Papel do G7 Paraná na Economia Local
O G7 Paraná é composto pelas sete principais entidades que representam os setores produtivos do estado e funciona como um fórum de articulação para a defesa de interesses econômicos, infraestrutura e competitividade. Seu papel é fundamental na influência e formulação de políticas públicas que beneficiam a economia local.
Entre as entidades que compõem o grupo estão a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) e a Associação Comercial do Paraná (ACP).
