Acréscimos de Denúncias Levam à Saída da Diretora do Colégio Estadual Maria Montessori
Em um desdobramento preocupante no cenário educacional de Curitiba, a diretora Graziella Pia de Miranda, do Colégio Estadual Maria Montessori, foi exonerada após uma série de denúncias envolvendo racismo, homofobia e assédio. A exoneração, oficializada no Diário Oficial no dia 13 de fevereiro, trouxe alívio para alunos e familiares que clamavam por uma mudança. O colégio faz parte do programa Parceiro da Escola, do governo de Ratinho Júnior (PSD), que permite a administração das instituições por empresas privadas.
A Secretaria de Estado da Educação (SEED) justificou a decisão apontando “insuficiência de gestão” nos âmbitos administrativo, pedagógico e de gestão democrática. A resolução, assinada em 11 de fevereiro, teve sua validade imediata a partir da publicação, marcando uma nova fase para a instituição.
Até o final de 2025, a diretora havia acumulado oito denúncias formais registradas na ouvidoria da SEED. As reclamações, conforme relatado pelas famílias, também foram encaminhadas ao Núcleo Regional de Educação de Curitiba, mas não receberam qualquer resposta, levantando questionamentos sobre a eficiência dos canais de comunicação estabelecidos.
Em uma carta endereçada à SEED e ao Ministério Público do Paraná (MPPR) em 22 de outubro, pais e membros da comunidade escolar destacaram problemas recorrentes, incluindo posturas desrespeitosas de professores e comportamentos preconceituosos que expunham os alunos em sala de aula. Apesar das diversas tentativas de diálogo com Graziella para solucionar as questões, nenhuma delas obteve retorno. Diante da inação, a frustração entre os pais cresceu, levando a comunidade a se mobilizar.
Os relatos indicam que, ao serem apresentadas as queixas, Graziella frequentemente desconsiderava as denúncias, alegando que os estudantes estavam mentindo e demandando provas concretas das situações denunciadas. Tal postura gerou ainda mais indignação entre os alunos e suas famílias, que se sentiram desrespeitados e não ouvidos.
Em um ato público de protesto realizado no final de 2025 em frente à escola, a comunidade se uniu para manifestar seu descontentamento e denunciar os alegados casos de racismo, homofobia, capacitismo e assédio moral praticados sob a direção da ex-diretora. Este evento foi um marco na luta dos alunos e responsáveis por um ambiente escolar mais seguro e respeitoso.
As denúncias e a exoneração de Graziella Pia de Miranda ressaltam a importância de um gerenciamento adequado e sensível dentro das instituições educacionais, principalmente em um contexto onde a diversidade e o respeito mútuo são fundamentais. Agora, a expectativa recai sobre a escolha de um novo gestor que possa trazer uma mudança significativa e positiva para o Colégio Estadual Maria Montessori.
