Mudanças Políticas no PL com a Chegada de Sérgio Moro
A recente filiação do senador Sérgio Moro ao Partido Liberal (PL) para concorrer ao governo do Paraná gerou uma reviravolta significativa na legenda. Um total de 51 dos 53 prefeitos filiados ao PL decidiram deixar o partido, um movimento que reflete descontentamentos internos. Essa decisão foi formalizada em uma reunião realizada na manhã de quinta-feira (26), liderada pelo ex-presidente do partido, o deputado federal Fernando Giacobo. O grupo de prefeitos divulgou ainda um lema claro: “Retroceder jamais”.
Durante a reunião, Giacobo expressou sua insatisfação em relação a Moro. “Não posso concordar que filiou um sujeito que saiu do Ministério da Justiça com um carrinho de documentos dizendo que iria colocar Jair Bolsonaro na cadeia”, criticou, deixando claro seu apoio à continuidade do projeto político em prol do Paraná.
O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e atual prefeito de Assis Chateaubriand, também se manifestou sobre a situação, afirmando que a mudança de partido se faz necessária para que os prefeitos possam continuar apoiando o governador Ratinho Jr. Segundo ele, a saída coletiva do PL é uma questão de coerência política e visa garantir o avanço das iniciativas no estado.
Filiação de Moro e Apoio de Figuras Importantes
Sérgio Moro formalizou sua filiação ao PL na última terça-feira (24), em um evento realizado em Brasília, que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência da República. No ato, também estiveram presentes o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e a deputada federal Rosangela Moro, esposa do senador, que também se filiou ao PL. Moro se destaca como pré-candidato ao governo do Paraná, com pesquisas eleitorais apontando uma ampla vantagem.
Conflitos Anteriores de Moro com Seus Correligionários
Não é a primeira vez que Moro enfrenta conflitos dentro de sua própria legenda. Antes de ingressar no PL, o ex-juiz teve desavenças com membros do União Brasil no Paraná. O maior ponto de tensão ocorreu durante as eleições de 2024, quando questionou candidatos indicados por seus correligionários em cidades consideradas estratégicas e chegou a solicitar a intervenção da cúpula do partido.
Além disso, no final do ano passado, Moro também foi rejeitado pelo Partido Progressista (PP), que no Paraná é liderado pelo deputado federal Ricardo Barros. Contando com o apoio de Ciro Nogueira, presidente nacional da legenda, Barros e seu grupo vetaram a candidatura do ex-juiz ao Governo do Paraná, em meio a discussões sobre uma federação entre o PP e o União Brasil.
A situação atual no PL e a saída dos prefeitos demonstram a fragilidade das alianças políticas em tempos de mudança, especialmente com a crescente influência de figuras como Sérgio Moro. A política paranaense, portanto, se prepara para enfrentar um novo cenário com desdobramentos que podem afetar não apenas a eleição estadual, mas também o panorama político nacional.
