Nova Fase na Carreira Política de Cristina Graeml
A política paranaense ganhou um novo movimento com a filiação de Cristina Graeml ao PSD, partido do governador Ratinho Jr. A decisão ocorre em um cenário onde Cristina já havia tentado a prefeitura de Curitiba em 2024 pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB). Com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ela chegou ao segundo turno, lançando mão da imagem do ex-mandatário em sua campanha. Essa autorização, no entanto, desafiou as diretrizes do diretório estadual do PL, que na época estava alinhado à coligação do candidato Eduardo Pimentel, então concorrente à sucessão do prefeito Rafael Greca. Vale lembrar que Greca, até então no PSD, agora está no MDB.
Apesar de seu esforço, Cristina acabou derrotada por Pimentel e decidiu deixar o PMB, já traçando planos para 2026. Em 2023, ela se filiou ao União Brasil na expectativa de uma aliança futura com Sergio Moro, almejando uma candidatura ao Senado. Contudo, sua trajetória tomou um novo rumo com a recente troca para o PSD, onde agora se integra à base do governador Ratinho.
A Corrida para 2026 e as Possibilidades no PSD
No novo partido, Cristina Graeml se une a uma equipe que deverá escolher um candidato capaz de enfrentar Sergio Moro na disputa pelo governo do estado. O secretário das Cidades, Guto Silva, é um dos nomes mais citados, embora sua posição nas pesquisas de intenção de voto não seja considerada competitiva o suficiente por parte da base. Esse fator é motivo de preocupação para muitos aliados.
Outro nome que chegou a ser ventilado é o de Alexandre Curi, atual presidente da Assembleia Legislativa, que se filiou ao Republicanos com a intenção de lançar sua própria candidatura, especialmente em um momento de incertezas dentro do PSD. Além disso, Rafael Greca, que recentemente migrou para o MDB, teve seu nome lembrado devido à sua popularidade em Curitiba, o que pode complicar ainda mais as opções do PSD.
Nos últimos dias, o nome do atual prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, também foi cogitado como um possível candidato. Entretanto, durante uma agenda na capital, ele afastou essa possibilidade, afirmando seu compromisso com a gestão municipal. Para que Pimentel pudesse se candidatar, teria que se desincompatibilizar do cargo até a data limite e deixar a prefeitura sob a responsabilidade do vice-prefeito, Paulo Martins, do Novo, que tem laços com o grupo de apoio a Moro.
“Tenho um compromisso com o povo curitibano. Fico contente pelo meu nome ser lembrado, mas até o momento não recebi nenhum convite formal. Estou focado na entrega do meu plano de governo e permanecerei na gestão”, declarou Pimentel na ocasião, reafirmando seu compromisso para com a cidade.
O cenário político em Curitiba continua em constante evolução, com Cristina Graeml buscando se reposicionar para as próximas eleições e a articulação entre os partidos se intensificando. A expectativa é que o PSD, agora com Cristina Graeml em suas fileiras, consiga articular uma candidatura forte para enfrentar os desafios da corrida eleitoral de 2026.
