Apresentação histórica no Guairão reúne público recorde
No último domingo (28), o Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, o Guairão, em Curitiba, recebeu mais de 2 mil pessoas para o concerto que marcou a estreia da nova harpa da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP). Sob a regência do maestro venezuelano Christian Vásquez, a apresentação foi dedicada às vítimas dos terremotos que abalaram a Venezuela, em um momento de emoção e homenagem.
Antes do início do concerto, Vásquez destacou o significado do evento. “Acho que a melhor maneira de homenagear o meu povo é fazendo boa música com essa orquestra maravilhosa que me acolheu como minha segunda casa. Estou muito agradecido por toda a generosidade. E também agradeço ao Brasil por ser um dos primeiros países a enviar bombeiros e ajuda humanitária”, afirmou. Em seguida, pediu um minuto de silêncio em memória das vítimas.
Semana histórica para o Teatro Guaíra
O concerto que celebrou a nova harpa coroou uma semana de grande movimento para o Teatro Guaíra, que atingiu a maior ocupação já registrada em seu maior auditório em apenas sete dias. Entre o domingo anterior (21) e o domingo do concerto (28), mais de 22 mil espectadores passaram pelo espaço para acompanhar seis espetáculos com ingressos esgotados, reforçando a vitalidade da cena cultural local.
Além do concerto, a programação contou com a última apresentação da temporada de “GiselleS”, do Balé Teatro Guaíra com participação da Orquestra Sinfônica do Paraná; quatro sessões do espetáculo “O Céu da Língua”; três shows do cantor Rodrigo Teaser; a apresentação de Maria Gadú; e o espetáculo “O Melhor da Jovem Guarda”.
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Investimento e qualidade na nova harpa da OSP
A nova harpa apresentada é um modelo Apollo, com 47 cordas, e representa a terceira harpa da história da Orquestra Sinfônica do Paraná, além de ser a primeira produzida pela tradicional fabricante italiana Salvi. O instrumento, adquirido por R$ 488,9 mil, integra um investimento total de quase R$ 6 milhões do Governo do Estado em novos instrumentos para a orquestra.
Durante a apresentação, a harpista convidada Cecília Pacheco, da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, assumiu o solo na execução de “Danças Sacra e Profana para Harpa e Cordas”, de Claude Debussy, encantando o público com a sonoridade do novo instrumento. “Fico muito feliz por fazer parte dessa história da Orquestra Sinfônica do Paraná. Sabemos da dificuldade de conseguir harpas de concerto no Brasil, já que são instrumentos importados. É uma conquista muito importante a orquestra poder contar com um instrumento dessa qualidade. Estou muito honrada por participar deste concerto”, comentou a musicista.
Repertório e emoção no palco
O programa do concerto também incluiu a abertura da ópera “Guilherme Tell”, de Gioacchino Rossini, uma das obras mais emblemáticas do repertório clássico, além da “Sinfonia nº 7 em ré menor”, de Antonín Dvořák, tida como uma das composições sinfônicas mais profundas do compositor.
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Entre o público, o engenheiro de software Paulo César de Siqueira, de 57 anos, ficou impressionado com a estreia do novo instrumento. “Foi a primeira vez que assisti a um solo de harpa. Eu tinha parado de acompanhar a orquestra porque passei um tempo fora, mas agora que voltei percebi que ela cresceu, ganhou potência sonora e está ainda melhor”, relatou.
Já a tradutora Rosangela Vieira, de 47 anos, frequenta os concertos acompanhada do filho, apaixonado por música clássica. “É sempre maravilhoso. Os espetáculos encantam pela qualidade da orquestra, da estrutura e de toda a experiência. A apresentação da harpa foi magnífica”, disse.
Temporada 2026 com incentivo cultural e apoio local
A temporada 2026 da Orquestra Sinfônica do Paraná conta com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura, patrocínio da Sanepar e realização do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná, PalcoParaná, Centro Cultural Teatro Guaíra, Secretaria de Estado da Cultura e Ministério da Cultura. A programação oferece ao público curitibano e regional uma oportunidade para acompanhar a circulação de grandes obras e artistas, reforçando a importância da cultura como elemento de identidade e convivência na cidade.
