Um Encontro de Fé e Tradição
Na última segunda-feira (2), Guarapuava viveu um dia marcante, recheado de espiritualidade e tradição, durante a festa dedicada à padroeira da Diocese e do município. O evento, conhecido como Caminho de Belém, atraiu mais de 2 mil fiéis, reforçando a importância do turismo religioso na região. A peregrinação, que já se tornou parte do calendário religioso local, oferece uma vivência que mescla história e conexão com a natureza, destacando o potencial turístico da cidade.
Inspirado em grandes rotas de peregrinação mundial, o Caminho de Belém cresce a cada edição. Segundo Sandro Cardozo, coordenador do evento, a iniciativa se consolidou como um verdadeiro marco para Guarapuava. “O Caminho de Belém foi inspirado em trilhas como o Caminho de Santiago de Compostela e o Caminho da Fé até Aparecida. Trouxemos essa experiência para Guarapuava, com Ramal 1 e Ramal 2, e iniciamos a proposta de expansão até a divisa com Prudentópolis. Com certeza, esse é um caminho que ainda dará o que falar. Foi uma enorme alegria estarmos reunidos com mais de dois mil peregrinos, um número que dobrou em relação ao ano passado, um feito histórico para o turismo religioso do município”, conta Cardozo.
A Caminhada e Sua Importância
A peregrinação teve início na nascente do Rio das Mortes e seguiu até o Santuário Diocesano Nossa Senhora de Belém, totalizando um percurso de aproximadamente 12,7 quilômetros. A participação do prefeito Denilson Baitala foi um destaque à parte, que, emocionado, comentou sobre o significado do Caminho de Belém para a comunidade local. “O Caminho de Belém é um momento de meditação, de caminhada e de fé. É uma oportunidade de a comunidade se unir para celebrar a nossa padroeira, pedindo por um mundo melhor e mais justo”, afirmou.
Além do valor espiritual, o Caminho de Belém também representa um patrimônio histórico da Diocese, simbolizando os passos de quem, há mais de 200 anos, trouxe a imagem de Nossa Senhora de Belém para a região. Isso deu início a uma devoção que, até hoje, é um pilar da identidade cultural e religiosa de Guarapuava.
Atraindo Peregrinos de Longe
Conforme o padre Jean Patrik, a celebração ultrapassou as fronteiras do município, atraindo devotos de diversas localidades. “A festa, que teve início em Guarapuava, agora conta com a presença de peregrinos de várias partes do Brasil, incluindo Curitiba, Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina. Isso demonstra que mais pessoas estão buscando essa experiência de fé, se aproximando cada vez mais da nossa padroeira”, disse.
O padre ainda ressaltou o significado espiritual da peregrinação. “Peregrinar é uma expressão de fé que se transforma em ações e atitudes. Assim como na vida, todos nós somos peregrinos, caminhando com alegria, gratidão e convicção de que estamos no caminho certo.”
Uma Experiência Transformadora
Mais do que um simples trajeto, o Caminho de Belém é um gesto coletivo de fé e pertencimento. Os participantes experimentaram momentos de oração, partilha e reflexão ao longo do percurso, fortalecendo laços sociais e espirituais, além de apreciarem a beleza natural da região.
Entre os peregrinos, Gilmar Cardozo, oriundo de Itá, Santa Catarina, expressou sua admiração pelo evento. “É um momento de fé, amizade e gratidão, uma bela oportunidade de agradecer em vez de apenas pedir”, afirmou. Outro participante, Leandro Barbosa, de Guarapuava, compartilhou sua motivação: “Cada caminhada é uma chance de melhorar a cada dia na fé e na vida familiar.”
A secretária de Obras, Tatiane Nezi, também fez questão de participar e, emocionada, relembrou suas quatro participações. “Esse evento é sempre especial. A cada edição, sinto que estou contribuindo para algo maior e que preciso continuar essa jornada”, contou.
Uma Nova Atração Espiritual
Em 2026, o Caminho de Belém ganhou uma nova dimensão com a instalação do maior terço suspenso do Paraná, ao longo do Ramal 1. A obra, inaugurada durante o percurso, é vista como mais uma conquista significativa para a cidade, enriquecendo a experiência dos peregrinos. Segundo Sandro Cardozo, a estrutura foi projetada para ser um espaço de pausa e contemplação, elevando ainda mais o simbolismo do evento. “O terço suspenso levou mais de dois meses para ser construído. Criar algo assim foi um desafio, pois não existia um molde pronto no Brasil”, concluiu.
