Aumento no Consumo de Água em Curitiba
Desde 22 de dezembro, Curitiba e a região metropolitana têm enfrentado um calor extremo, com temperaturas superaquecidas em até 5ºC acima da média, conforme dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (SIMEPAR). Durante esse período, a Sanepar reportou um aumento de 20% no consumo de água tratada na localidade.
Para lidar com a crescente demanda, a Companhia Saneamento do Paraná (Sanepar) operou seus sistemas em total capacidade. Porém, a baixa no nível do Rio Miringuava, devido à falta de chuvas, exigiu manobras operacionais para garantir o funcionamento adequado do abastecimento. Caminhões-pipa foram posicionados em locais estratégicos, assegurando o fornecimento tanto para trechos específicos quanto para instituições essenciais, como hospitais.
Desafios no Abastecimento
Apesar do baixo nível do Rio Miringuava, o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) teve uma performance acima da média. Entre 20 e 26 de dezembro, a Sanepar constatou um crescimento de 7% na produção total, passando de 59.324 litros por segundo em 2024 para 63.379 litros por segundo em 2025. Isso representa um acréscimo médio de cerca de 579 litros por segundo. No entanto, esse aumento ainda não foi suficiente para atender ao pico de consumo gerado pelas altas temperaturas.
Como observou Fábio Basso, gerente-geral da Sanepar para Curitiba e região, a semana do Natal, por tradição, registra um consumo elevado. Este ano, a coincidência com temperaturas altas intensificou ainda mais a demanda. O fluxo do Rio Miringuava caiu de uma captação usual de 1.200 litros por segundo para cerca de 600 litros por segundo, momentaneamente reduzindo a oferta.
No dia 24 de dezembro, a produção de água aumentou de 8.360 litros por segundo em 2024 para 9.010 litros este ano, enquanto a temperatura máxima registrada pela SIMEPAR foi de 32,3°C.
Medidas para Segurança Hídrica
Para garantir a segurança hídrica em Curitiba e região, a Sanepar tem avançado nas obras da Barragem do Miringuava, localizada em São José dos Pinhais. Com a infraestrutura de reservação e tratamento já finalizada, a empresa está agora iniciando o enchimento do reservatório, que deve ocorrer em fases, dependente das chuvas. A expectativa é de que, sob condições favoráveis, o enchimento completo leve pelo menos nove meses.
O novo reservatório terá a capacidade de armazenar até 38,2 bilhões de litros, podendo beneficiar até 650 mil pessoas. O atraso nas obras foi relacionado à demora na liberação de licenças ambientais pelo Ibama, o que tem sido motivo de preocupação para a companhia.
Promovendo o Uso Consciente da Água
Em meio a este cenário, a Sanepar enfatiza a importância do uso consciente da água, especialmente em períodos de calor intenso. A empresa recomenda que os cidadãos evitem desperdícios e deixem de lado atividades não essenciais, como a lavagem de calçadas e veículos, bem como o enchimento de piscinas.
A Sanepar alerta que os clientes sem caixa-d’água podem enfrentar desabastecimento, reforçando que cada residência deve ter um reservatório com, no mínimo, 500 litros, suficiente para atender uma família de até quatro pessoas por, pelo menos, 24 horas.
