Desespero Financeiro Impulsiona Crime
Um homem de 48 anos confessou à Polícia Civil que a instalação de uma bomba falsa no Colégio Santo Ângelo, localizado em Ponta Grossa, Paraná, visava extorquir dinheiro da proprietária da instituição. Elvis Harom de Lima, que foi preso na última quarta-feira (29), revelou que passou cerca de dois meses planejando a ação, motivado por dificuldades financeiras.
Em um depoimento ao delegado Fernando Henrique Ribeiro, o suspeito compartilhou que havia perdido investimentos em bitcoins, o que resultou em uma significativa instabilidade financeira. “Eu agi por desespero, tentando recuperar o que um dia tive”, afirmou.
Elvis admitiu à polícia: “Mesmo assim acabei fazendo, mesmo sabendo que ia dar errado. Não sou uma pessoa ruim, não tive intenção nenhuma de fazer nada, era só a questão financeira mesmo”.
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Plano Detalhado e Captura
As câmeras de segurança da escola capturaram o momento em que Elvis deixou a bomba falsa no local. O simulacro era composto por materiais como areia, pregos, fita adesiva, um celular, uma câmera fotográfica antiga e uma bateria. Apesar de sua aparência, a bomba não apresentava potencial explosivo real, conforme Elvis relatou.
A investigação revelou que o plano do acusado continha três etapas, incluindo ameaças adicionais. Conforme seu depoimento, após a instalação do artefato na escola, ele pretendia deixar uma nova carta na clínica do marido da proprietária, exigindo mais dinheiro. Além disso, havia a intenção de ameaçar a filha da vítima.
Após a descoberta do pacote, a escola foi evacuada, sendo que o objeto estava acompanhado de um bilhete que dizia “não abra”. O Esquadrão Antibombas do Bope foi acionado e realizou a detonação controlada, confirmando que se tratava de um simulacro. Felizmente, ninguém ficou ferido durante o incidente.
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Penas e Recurso Judicial
Elvis foi autuado em flagrante por extorsão, um crime que pode resultar em até 15 anos de prisão. Sua prisão foi convertida em preventiva. Durante seu depoimento, ele afirmou que agiu sozinho e pediu desculpas às vítimas, reiterando que não tinha intenção de ferir ninguém.
A defesa do acusado informou que entrou com um recurso no Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), ressaltando que Elvis é réu primário e possui bons antecedentes.
Contexto de Ameaças de Bombas no Paraná
Recentemente, outros casos de bombas falsas foram registrados no Paraná. Um exemplo ocorreu na quarta-feira (30), quando uma mala abandonada mobilizou equipes de segurança no bairro Alto da Glória, em Curitiba. O quarteirão foi isolado diante da suspeita de que o objeto pudesse conter explosivos.
Em janeiro, uma ameaça de bomba no Terminal Portão resultou na interdição total do local, mas também não deixou feridos. Esses incidentes ressaltam uma preocupante tendência no estado e a necessidade de medidas preventivas adequadas.
