Alexandre Curi Troca de Partido em Busca de Novo Desafio Político
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi, anunciou sua filiação ao Republicanos, deixando o PSD para se posicionar como candidato ao governo do estado. Esta transição ocorre em um momento de incertezas sobre quem será o sucessor de Ratinho Júnior, atual governador, que ainda não definiu seu candidato preferido. Recentemente, Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba, também mudou de sigla, optando pelo MDB, levantando questões sobre o futuro político dos dois.
Ao comunicar sua decisão por meio das redes sociais, Curi enfatizou que a escolha não representa uma ruptura, mas sim uma reafirmação de seu compromisso com a política paranaense. Ele destacou a importância de continuar contribuindo para um projeto que visa transformar o estado com diálogo efetivo e resultados concretos para a população. “A política exige maturidade e compromisso com o futuro”, ressaltou o parlamentar em seu post.
Nos bastidores políticos, rumores indicam que a saída de Curi do PSD poderá desencadear a migração de outros prefeitos do partido, o que pode impactar o cenário eleitoral no Paraná. Enquanto isso, Guto Silva, secretário das Cidades, continua no PSD, mas enfrenta desafios para consolidar sua candidatura devido à falta de competitividade nas pesquisas, especialmente contra o senador Sergio Moro (PL-PR), que se posiciona como candidato do bolsonarismo.
Possibilidade de Novos Candidatos e Movimentos Partidários
Além de Curi e Greca, o atual prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, também teve seu nome mencionado como uma possível candidatura ao governo. Contudo, ele negou a intenção de concorrer em uma agenda na capital, afirmando que a prioridade é concluir seu mandato, que ainda está no primeiro ano. Para se candidatar, Pimentel precisaria se desfiliar do cargo até o próximo sábado, o que geraria um impacto significativo na administração municipal.
“Estou comprometido com o povo curitibano. Embora meu nome tenha sido lembrado, não recebi convite formal para a disputa. Meu foco é na gestão”, declarou Pimentel. Esse posicionamento pode ser visto como uma tentativa de consolidar sua liderança local, enquanto os movimentos políticos ao seu redor continuam a se intensificar.
Enquanto isso, Ratinho Júnior, em uma estratégia para fortalecer sua base, filiou a jornalista Cristina Graeml ao PSD. Ela já havia sido candidata a prefeita de Curitiba em 2024, onde chegou ao segundo turno com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas foi derrotada por Pimentel. A adesão de Graeml ao PSD e sua trajetória recente no União Brasil demonstram as manobras políticas em andamento para garantir uma base sólida na corrida eleitoral que se aproxima.
A mudança de Curi para o Republicanos, em meio a esse cenário de indefinições e mudanças, mostra não apenas a volatilidade do cenário político paranaense, mas também a necessidade de alianças estratégicas que poderão moldar as eleições do próximo ano. O cenário está aquecido e, com a proximidade das eleições, outros movimentos são esperados à medida que os candidatos buscam fortalecer suas posições e ampliar suas bases de apoio.
