Mudança Estratégica no Cenário Político do Paraná
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi, anunciou sua saída do PSD, partido de Ratinho Junior, para se filiar ao Republicanos e concorrer ao governo estadual nas eleições de outubro. Essa movimentação ocorre em um momento em que o governador paranaense ainda não definiu sua chapa para as eleições, mantendo em suspense os nomes que o acompanharão na disputa, incluindo senadores do PSD. Ao optar pela troca de partido nesta reta final da janela partidária, que se encerra nesta sexta-feira (3), Curi assegura sua participação na corrida ao governo. Vale destacar que, como deputado estadual, ele tem restrições para mudar de sigla fora desse período, a menos que tenha a autorização do PSD.
A decisão de Curi representa a segunda baixa significativa para o PSD sob a liderança de Ratinho Junior este mês. Recentemente, no dia 19, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, deixou o partido rumo ao MDB, lançando-se como pré-candidato ao Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense. Ambos, Curi e Greca, estavam na disputa pela indicação do governador, que, por sua vez, ainda prefere o nome de seu secretário de Cidades, Guto Silva, como seu candidato favorito.
Conforme informações apuradas pela Gazeta do Povo, Alexandre Curi tem uma viagem agendada para Brasília nesta quarta-feira (1º), onde se reunirá com o deputado federal e presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. Espera-se que, após essa reunião, ele oficialize sua filiação ao novo partido até quinta-feira (2), mantendo assim uma possibilidade de articulação política com o PSD e buscando o apoio de Ratinho Junior nas eleições.
Desafios e Estratégias em Jogo
Se Curi permanecesse no PSD, teria que aguardar a definição de Ratinho Junior até as convenções partidárias, marcadas para agosto. Segundo aliados, a expectativa é que o governador mantenha Guto Silva como seu pré-candidato, enquanto explora a viabilidade de outros nomes capazes de transformar a popularidade do governo em votos efetivos.
Além disso, o cenário eleitoral sofreu mudanças significativas, especialmente com a filiação do ex-juiz Sergio Moro ao PL, contando com o suporte do partido Novo. Este movimento forçou Ratinho Junior a recuar de sua corrida presidencial, concentrando esforços nas articulações políticas dentro do estado do Paraná.
Outro nome que foi considerado por Ratinho Junior foi o do atual prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel. Contudo, este já descartou a possibilidade de deixar sua posição na prefeitura após apenas um ano de mandato. Em resposta a questionamentos feitos pela Gazeta do Povo durante um evento na terça-feira (31), Pimentel defendeu as articulações lideradas por Ratinho Junior, ressaltando a flexibilidade do cenário político atual e a importância do tempo político.
“A política tem seus tempos. Não existe uma obrigação imediata para definir candidaturas, já que isso ocorre apenas nas convenções, que começarão em agosto. Sem dúvida, quanto mais cedo um candidato for definido, melhor será para consolidar a candidatura e debater as questões do estado com os possíveis adversários”, afirmou Pimentel.
