Movimentos políticos e especulações
O governador do Paraná, Ratinho Junior, enfrenta um prazo apertado: até o final desta semana, ele precisa definir qual nome apoiará para sucedê-lo no Palácio Iguaçu. O atraso nesta escolha, segundo fontes próximas, é causado pela complexidade do cenário político em Curitiba e na região metropolitana. Ratinho busca um candidato capaz de neutralizar a influência do senador Sérgio Moro (PL), que é bastante popular na capital. Recentemente, o governador tentou convencer o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) a deixar a Prefeitura de Curitiba, mas o gestor demonstra resistência. Além disso, a jornalista Cristina Graeml, que será sua adversária na eleição municipal de 2024, foi sondada para a vice, embora tenha expressado interesse em uma candidatura ao Senado. Já o ex-prefeito Rafael Greca (MDB) parece não entusiasmar Ratinho para uma possível posição como vice.
As incertezas em torno da decisão têm alimentado uma série de especulações no meio político paranaense. Vários nomes, além dos já cotados, estão sendo discutidos, como o ex-prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, e o atual secretário de Estado da Saúde, deputado Beto Preto (PSD).
Pressão dos prefeitos do interior
Neste último fim de semana, a pressão sobre Ratinho aumentou, com prefeitos do interior do estado promovendo um movimento em apoio ao deputado estadual Alexandre Curi como candidato ao governo. Um abaixo-assinado que conta com quase 250 assinaturas foi apresentado até ontem, mostrando a força deste movimento entre os gestores municipais. Essa mobilização pode influenciar significativamente a decisão final do governador.
No Vale do Ivaí, a adesão foi massiva, com a maioria dos prefeitos da região apoiando a candidatura de Curi. Os primeiros a assinar foram os prefeitos de Ivaiporã, Faxinal, Jardim Alegre, São Pedro do Ivaí, Lidianópolis, Califórnia e Borrazópolis, entre outros que também se uniram ao movimento recentemente.
Aumento do preço dos combustíveis
Em meio a esse cenário político agitado, os cidadãos também enfrentam preocupações com a economia. O aumento do conflito no Oriente Médio tem refletido diretamente nos preços dos combustíveis, que estão subindo semanalmente. Em Maringá, por exemplo, o preço do diesel S10 atingiu R$ 8,40 por litro, enquanto a gasolina ultrapassava R$ 7,30. A situação não é diferente em Apucarana, onde alguns postos já praticam valores bem acima da média nacional.
Recursos garantidos para obras
Outra questão que está preocupando prefeitos é a liberação dos recursos prometidos pelo governo para obras municipais, através da Secretaria de Cidades. Há rumores de que os fundos disponíveis podem não ser suficientes para atender a todos os compromissos assumidos, mas fontes do Palácio Iguaçu garantem que os repasses estão assegurados, trazendo alívio para os gestores.
Ajuda inesperada da oposição
Surpreendentemente, o deputado estadual Requião Filho, do PDT e adversário de Ratinho, pode acabar colaborando para o fortalecimento da candidatura do governo. A hipótese de um segundo turno nas eleições se torna mais plausível, já que as forças políticas podem se unificar contra Sérgio Moro, que segundo muitos analistas, enfrenta dificuldades para garantir a vitória no primeiro turno, apesar das declarações otimistas de sua equipe.
Notícias rápidas
- Uma edição extra do Diário Oficial do Estado deve ser publicada no próximo domingo, trazendo uma série de decretos de exonerações entre secretários e assessores que irão disputar as próximas eleições.
- Após a pressão dos prefeitos, alguns deputados estaduais estão considerando adotar ações semelhantes em apoio ao deputado Alexandre Curi.
- Contrariando rumores, muitos prefeitos do PL no Paraná decidiram adiar sua desfiliação, preferindo observar o desenrolar das eleições antes de tomar uma decisão.
- O empresário Luiz Bertoli, que está sendo cogitado como possível candidato a deputado estadual, organizou um encontro para debater com o deputado Ricardo Arruda (PL), que está se preparando para concorrer à Câmara Federal.
