Desafios na Integração das Ferrovias
No Paraná, as obras e concessões ferroviárias estão avançando de forma paralela, com a desestatização da Ferroeste e a nova concessão da Malha Sul em um momento crucial para a logística da região Sul do Brasil. Estas ferrovias atuam como corredores vitais para a exportação agrícola, mas agora enfrentam uma escassez de investimentos que são essenciais para resolver limitações operacionais e otimizar suas operações.
No entanto, a interação entre essas duas malhas está gerando preocupações no setor produtivo, especialmente por conta das estratégias distintas adotadas em suas concessões: a Ferroeste é gerida pelo governo do Paraná, enquanto a Malha Sul está sob os cuidados da União.
Foi em agosto de 2024 que o governo do estado deu o primeiro passo formal para desestatizar a Ferroeste, que detém 99,6% das ações e cobre um trecho de 248 quilômetros entre Guarapuava e Cascavel, na região oeste do Paraná. A lei 22.194 permitiu a iniciação dos estudos para o processo, estabelecendo um prazo de 18 meses para determinar o modelo de desestatização, prazo que acaba de expirar.
No entanto, a iminência de um grande programa federal de concessões ferroviárias, marcado para 2025, colocou um obstáculo entre o modelo planejado de privatização e os planos do governo do Paraná. Este pacote inclui a Malha Sul, um ramal crucial para o escoamento agrícola e industrial, que se conecta com a Ferroeste em Guarapuava.
Essa ferrovia, que atravessa o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, clama por melhorias estruturais, especialmente na Serra da Esperança, a parte que liga Guarapuava a Ponta Grossa. Este trecho é onde a operação da Ferroeste termina, e a Malha Sul começa sua jornada rumo aos portos.
