Estratégias em Foco
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), decidiu se afastar temporariamente da agitação política e se recolheu a uma chácara da família, acompanhado apenas por alguns assessores. O objetivo é desenvolver a melhor estratégia para enfrentar a crescente candidatura do senador Sérgio Moro (PL). O ex-juiz, que ganhou força após trocar o União Brasil pelo PL e receber apoio da família Bolsonaro, com Flávio Bolsonaro como candidato à presidência, representa um desafio significativo para Ratinho Junior. Informações de pessoas próximas ao governador indicam que o secretário de Cidades, Guto Silva, poderia ser considerado para a vice ou até mesmo como candidato ao Senado, mas sua participação como cabeça de chapa está descartada. Nesse cenário, as opções restantes incluem o deputado Alexandre Curi ou o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, que reluta em abandonar seu cargo na Prefeitura após pouco mais de um ano de mandato. Para alguns prefeitos do interior, a combinação ideal seria Alexandre Curi como governador e Rafael Greca como vice, mas essa composição pode não agradar a Ratinho.
Novos Comandos na Política
O prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota (União Brasil), continua em Curitiba após sua participação na 89ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, onde foi eleito vice-presidente de relações institucionais. Antes, Rodolfo ocupava o cargo de vice-presidente de assuntos jurídicos. O prefeito permanece na capital para participar de um evento voltado à inovação, a Smart City Curitiba 2026, que ocorre na Arena da Baixada.
Requião Filho e a Aliança das Esquerdas
Enquanto isso, o deputado estadual Requião Filho (PDT) se posiciona como uma alternativa na corrida pelo governo estadual. Ele busca o apoio de todos os partidos da esquerda, incluindo o PT, com a expectativa de chegar ao segundo turno, “de preferência contra Moro”, segundo declarações dele.
Disputa acirrada pelo Senado
A disputa para o governo do Estado promete ser intensa, assim como a briga por duas vagas no Senado da República. A direita aposta suas fichas em nomes como Deltan Dallagnol, Filipe Barros e Cristina Graeml, enquanto a esquerda lança sua força na candidatura da ministra Gleisi Hoffmann (PT), que atualmente ocupa a Secretaria de Relações Institucionais.
Chateação e Lealdade
Amigos de Ratinho Junior afirmam que o governador está, no mínimo, desapontado com alguns deputados estaduais que, após terem sido muito prestigiados durante seus mandatos, estão agora se alinhando com o senador Sérgio Moro (PL). O governador esperava lealdade desses parlamentares, a exemplo do deputado federal Fernando Giacobo, que se manteve fiel.
Preparativos para a Reeleição
O secretário de Estado da Saúde, deputado federal Beto Preto, está se preparando para se desincompatibilizar do cargo no dia 3 de abril e retomar sua cadeira em Brasília, onde irá concorrer à reeleição. Seu nome chegou a ser cogitado como possível integrante de uma chapa majoritária com Ratinho, mas tudo indica que ele manterá seu foco na reeleição para deputado federal.
André Vargas Retorna à Cena Política
O ex-deputado federal André Vargas (PT), que já foi vice-presidente da Câmara e enfrentou problemas durante a Lava-Jato, está se reintroduzindo na política com a intenção de disputar uma vaga de deputado federal. Ele está percorrendo o Paraná para reorganizar sua base política, e sua lealdade ao PT durante a operação Lava-Jato garante apoio considerável do partido em seu retorno.
Notas Rápidas
- O jornal O Estado de S. Paulo publicou um editorial lamentando a desistência de Ratinho Junior na corrida presidencial, destacando que ele era uma opção importante para a terceira via.
- Entre empresários, a postura do presidente da Fiep, Edson Vasconcelos, de aceitar ser vice de Moro gerou críticas, visto que ele estaria utilizando a entidade como um trampolim político.
- O Palácio do Planalto está em alerta a cada nova pesquisa que aponta o avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que é vista como uma ameaça à reeleição do presidente Lula.
- Uma pergunta persiste: se Ratinho escolher Alexandre Curi, será que os parlamentares do PL e do Novo abandonarão sua candidatura? Curi, como presidente da Assembleia Legislativa, fez de tudo para prestigiá-los.
