Investimentos Significativos para a Saúde do Paraná
O Governo do Paraná, através da Secretaria da Saúde (Sesa), anunciou nesta terça-feira (24) um expressivo pacote de investimentos de R$ 1,1 bilhão, voltado para a ampliação de programas de saúde, antecipação de recursos para as prefeituras e criação de novas políticas públicas. O anúncio foi feito durante o evento “Saúde em Movimento”, realizado em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que contou com a presença de gestores e profissionais de saúde dos 399 municípios paranaenses.
Um dos principais destaques desse investimento histórico é a alocação de R$ 650 milhões, provenientes exclusivamente do Tesouro Estadual, para o programa Opera Paraná, que visa expandir as cirurgias eletivas no estado. Desde seu lançamento, o programa já recebeu mais de R$ 1 bilhão e contabilizou a realização de 786 mil cirurgias até 2025, representando um aumento de 115% em comparação a 2015, quando foram feitos 364.260 procedimentos.
“Estamos seguindo a orientação do governador Ratinho Junior de trazer a saúde para mais perto da população. Esses recursos vão potencializar ações já consolidadas e permitir novas iniciativas, aumentando o acesso da população aos serviços de saúde”, afirmou Beto Preto, secretário de Estado da Saúde.
Novas Medidas e Iniciativas na Área da Saúde
Os investimentos do Paraná serão aplicados em diversas áreas, refletindo um compromisso com a melhoria dos serviços de saúde.
Uma das inovações é a oferta do ultrassom morfológico, que será disponibilizado, de forma inédita no Brasil, a todas as gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre a 20ª e a 24ª semana de gestação. Essa medida visa garantir diagnósticos mais precisos e a identificação precoce de riscos, reforçando o cuidado materno-infantil, setor em que o Paraná já se destaca nacionalmente em consultas de pré-natal. O investimento anual neste projeto é de quase R$ 15 milhões, abrangendo todos os municípios paranaenses.
Outra significativa ampliação está no Teste do Pezinho, que passará de sete para 51 doenças detectadas ainda neste semestre, tornando o Paraná o único estado da Região Sul com tal abrangência. Essa ação segue a Lei Federal nº 14.154/2021 e será implementada através de um convênio com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), com um investimento total de R$ 67,3 milhões ao longo de quatro anos, sendo R$ 16,8 milhões por ano.
Além disso, foi lançado o projeto Bate-Bate Coração, em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, que receberá um investimento de R$ 3 milhões. Esta iniciativa utiliza tecnologia de telessaúde para conectar cinco hospitais ao centro de referência em Curitiba, com foco na assistência a recém-nascidos cardiopatas e na redução da morbimortalidade infantil.
Fortalecimento da Atenção Primária e Saúde Mental
A Sesa também firmou um contrato de R$ 10 milhões com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para a implantação do Sistema de Telemedicina e Telessaúde no Paraná, que incluirá desenvolvimento, suporte e aquisição de equipamentos, como retinógrafos.
O Programa Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (Proaps) receberá R$ 115 milhões, ampliando o cuidado próximo da população. Já nas ações de vigilância, prevenção e promoção da saúde, será investido R$ 60 milhões no Provigia.
Outra importante iniciativa é o Programa Estadual de Apoio à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que contará com um incentivo de R$ 10 mil mensais para cada equipe multidisciplinar, com uma expectativa de atendimento a cerca de 300 equipes, totalizando um investimento anual estimado em R$ 36 milhões.
Para fortalecer a rede de atenção psicossocial, o financiamento de leitos psiquiátricos e de saúde mental em hospitais gerais será ampliado em R$ 26 milhões, somando-se aos R$ 44,5 milhões já existentes. Além disso, foi formalizado o repasse de R$ 33 milhões da primeira fase do programa Regionaliza Mais Paraná, beneficiando 394 municípios vinculados a consórcios públicos de saúde, com foco na atenção especializada ambulatorial.
O estado também ampliará a contrapartida do Componente Básico da Assistência Farmacêutica para R$ 71 milhões em 2026, elevando o valor por habitante acima do mínimo estabelecido nacionalmente. Em relação ao diabetes, o Paraná investirá R$ 6,3 milhões na ampliação do fornecimento de sensores e monitores de glicemia pelo SUS, destinando-se a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Por fim, o financiamento das maternidades de alto risco será reforçado com R$ 25,2 milhões através do HOSPSUS-PR, aumentando o incentivo mensal para as 30 unidades contempladas, e a modernização da Vigilância em Saúde incluirá a ampliação do Laboratório Central do Estado (Lacen), com investimento de R$ 32,5 milhões.
