Cultura da Pera em Crescimento
A cultura da pera no Paraná está em um processo de revitalização. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), após quase uma década de estagnação na área cultivada, o estado contabilizou o plantio de 20 hectares novos entre 2023 e 2024, fortalecendo sua posição como o terceiro maior produtor de pera do Brasil.
Atualmente, a Região Metropolitana de Curitiba é responsável por 70% da produção e do Valor Bruto da Produção (VBP) da pera no Paraná, com Araucária se destacando como o principal centro de cultivo. Porém, a produção se estende a 73 municípios dentro do estado.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizados em 2024, mostram que a pera foi cultivada em 996 hectares, consolidando a fruta como a 22ª em volume colhido no Brasil, totalizando 14,5 mil toneladas, e a 23ª em VBP, que alcançou R$ 60,9 milhões.
O preço da pera no mercado atacadista, conforme informado pelo Deral, apresenta variações significativas. A pera nacional comum tem o preço médio de R$ 3,50/kg, enquanto a variedade Yari é vendida a R$ 7,00/kg. No ano passado, a Ceasa de Curitiba negociou 5,4 mil toneladas de peras, apresentando um preço médio de R$ 8,10/kg.
“Neste momento, com os pomares em plena colheita, os preços tendem a se manter estáveis, com uma oferta considerável das peras paranaenses e catarinenses. As peras importadas, especialmente as da Argentina, que estão avaliadas em R$ 10 o quilo, fazem um contraste notável”, explica Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral.
Exportações de Suínos Alcançam Níveis Recordes
A suinocultura paranaense também apresenta números impressionantes em suas exportações. Nos dois primeiros meses de 2026, o estado bateu recordes históricos, exportando 17,02 mil toneladas em janeiro e 20,62 mil toneladas em fevereiro. O recorde mensal continua sendo o de setembro de 2025, quando foram embarcadas 25,18 mil toneladas.
Esse crescimento nas exportações é atribuído à abertura de novos mercados em 2025, como o Peru e o Chile, além do aumento de demanda das Filipinas, que expandiram suas compras em 442,1% em relação ao ano anterior, totalizando 9,3 mil toneladas no acumulado de 2026. Hong Kong, Uruguai, Singapura, Argentina, Vietnã, Costa do Marfim, Peru, Geórgia e Chile também figuram entre os maiores compradores de carne suína do estado.
Setor de Grãos e Arroz em Recuperação
Enquanto isso, o setor de grãos, especialmente o arroz, mostra sinais de recuperação. A previsão para a safra é de 147 mil toneladas, um aumento de 10% em relação às 134 mil toneladas do ano anterior. A região em torno do Rio Ivaí é a principal área de plantio do estado.
O boletim do Deral aponta que o término do verão e a diminuição das chuvas diminuíram o risco de enchentes, um problema que afetou as safras anteriores. “Se tudo seguir conforme o esperado, a produção deve refletir o potencial da safra”, afirma Carlos Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do Deral.
Entretanto, a rizicultura enfrenta desafios econômicos, uma vez que o preço médio recebido pelos produtores caiu para R$ 63,07 por saca, representando uma queda de 46% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Para o consumidor, no entanto, a situação é mais favorável, já que o preço do pacote de 5 kg teve uma diminuição de 38% ao longo dos últimos 12 meses, indicando um cenário estável no varejo.
