Momento de Terror em Hotel de Curitiba
A recepcionista Maria Niuzete Batista, de 30 anos, rememora os instantes de desespero vividos no último sábado (7), quando foi agredida por um hóspede em um hotel na capital paranaense. O agressor, identificado como Jhonathan Reynaldo dos Santos, de 24 anos, está preso preventivamente por tentativa de homicídio qualificado. Em depoimento à polícia nesta segunda-feira (9), Maria enfatizou: “Eu só sobrevivi porque lutei muito pela minha vida. Esse cara é um monstro. Eu tenho medo, eu quero justiça”.
O acusado, pintor e que estava em Curitiba a trabalho, foi preso após o incidente. Sua defesa declarou que a situação é um caso isolado e que será devidamente tratado pela Justiça do Paraná. Enquanto isso, Maria enfrentou as consequências emocionais e físicas da agressão, que a deixaram traumatizada.
Detalhes da Agressão
Segundo relatos da recepcionista, durante a noite, Jhonathan estava circulando pelas áreas comuns do hotel e consumindo bebidas alcoólicas. Em determinado momento, ele se sentou na recepção e, após uma breve interação, pediu para ser acompanhado até o quarto, alegando estar passando mal. Maria, por sua vez, lembrou que não poderia deixar a recepção desguarnecida, mas ao recusar o pedido, Jhonathan começou a fazer avanços indesejados: “Ele levantou e disse que estava afim de mim. Perguntou se poderia me dar um beijo, e eu recusei, explicando que era comprometida”.
Após essa abordagem, a funcionária foi ao banheiro dos funcionários. Contudo, imagens de câmeras de segurança mostraram Jhonathan pulando o balcão da recepção e indo atrás dela. Ao abrir a porta do banheiro, Maria se deparou com o agressor à sua espera. “Ele tentou me agarrar. Eu empurrei, mas ele respondeu com agressões, socos e um chute na barriga que me fez cair no chão”, descreveu emocionada. Ela, assustada, questionou: “Moço, por que você está fazendo isso?”, mas Jhonathan não respondeu e a atacou brutalmente.
Consequências da Agressão
A agressão foi tão intensa que Maria perdeu a consciência por alguns segundos. “Foi nesse momento que ele saiu do banheiro. Assim que recuperei os sentidos, corri até a porta de saída do hotel”, relatou. A recepcionista foi socorrida por hóspedes e vizinhos que estavam presentes no local e acionaram a polícia imediatamente.
Declarações do Agressor
Durante a audiência de custódia, Jhonathan alegou que estava sob efeito de drogas e bebidas no momento da agressão. Ele comentou: “Ela disse algumas coisas que não gostei e, por estar alcoolizado, acabei agindo sem pensar. Em momento algum tive a intenção de matar”. No entanto, Maria refutou essa justificativa, afirmando que apenas estava cumprindo as normas do hotel ao instruí-lo a não consumir bebidas na recepção. “Eu estava trabalhando. Expliquei que não poderia deixar ele beber ali”, destacou a recepcionista.
As câmeras de segurança do hotel registraram toda a sequência de agressões, o que servirá como prova no processo contra Jhonathan. Tanto o público quanto a Justiça estão acompanhando de perto o caso, que levanta questões sobre a segurança de funcionários em ambientes de trabalho e a necessidade de um ambiente seguro para todos.
