A Abóbora como Pilar na Olericultura Paranaense
A cultura da abóbora no Paraná foi responsável por movimentar R$ 106,5 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2025, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Com sua presença em 330 dos 399 municípios do estado, a abóbora se consolida como uma significativa fonte de renda e diversificação para pequenos e médios produtores rurais.
A região de Curitiba se destaca na produção, respondendo por 33,9% do total. Em seguida, Jacarezinho e União da Vitória se mostram relevantes, contribuindo de maneira substancial para o desempenho do setor. O preço da abóbora seca no atacado da Ceasa de Curitiba alcançou R$ 2,50 o quilo, um aumento de 25% em comparação com o mesmo período do ano anterior, evidenciando uma valorização e estabilidade do produto.
Regiões em Destaque na Produção de Abóbora
O cenário da olericultura paranaense destaca-se pela concentração da produção em três regiões principais. Além da já citada Região Metropolitana de Curitiba, Jacarezinho representa 12,6% da produção, enquanto União da Vitória contribui com 9,5%. Essa distribuição geográfica da produção não só reforça a importância econômica da abóbora, mas também seu valor comercial. O aumento no preço do quilo da abóbora seca reflete uma demanda crescente, beneficiando as finanças dos produtores locais.
A Relevância Econômica e Social da Abóbora
Paulo Andrade, agrônomo do Deral, ressalta a importância da cultura da abóbora na diversificação das atividades rurais, especialmente para pequenos e médios agricultores. “A abóbora oferece diversas possibilidades de uso, inclusive na culinária, e ajuda a estabilizar a economia do produtor rural”, afirma Andrade. Ele aponta que a produção se espalha por todo o Paraná, desempenhando um papel fundamental na sustentabilidade financeira das famílias envolvidas na agricultura.
Perspectivas do Agronegócio Paranaense para 2026
O agronegócio no Paraná, além da olericultura, também se destaca no cultivo de grãos. A primeira safra de milho 2025/26 já teve 54% da área colhida, indicando um crescimento de 21,5% em relação à safra anterior, com destaque para o Sudoeste do estado, onde o cultivo avançou 55,1%. O trigo, por sua vez, desempenha um papel significativo na indústria estadual, apresentando capacidade de moagem de 4 milhões de toneladas, das quais 87% foram utilizadas em 2024 para suprir a demanda interna.
O setor de proteína animal continua a registrar recordes, especialmente na suinocultura, mas o setor leiteiro enfrenta desafios, com preços em queda, resultando em R$ 2,11 por litro em fevereiro de 2026. Em contrapartida, a apicultura paranaense se destaca ao liderar as exportações nacionais de mel “in natura” em janeiro de 2026, gerando receita superior a US$ 1,6 milhão, impulsionada pela redução das tarifas dos Estados Unidos, que melhorou a competitividade do mel paranaense no mercado internacional.
As previsões para o agronegócio em 2026 são otimistas, com expectativas de novos recordes na produção de carnes e progresso no plantio da segunda safra de milho, com 62% da área já cultivada. Embora algumas culturas de inverno, como o trigo, mostrem tendência de redução de área, a indústria de moagem e os mercados de nicho continuam a fortalecer o setor agrícola do Paraná.
