Calor Recorde em Curitiba e Região
Após o feriado de Carnaval, Curitiba alcançou um novo recorde de temperatura para 2026. Na terça-feira (17), os termômetros marcaram impressionantes 32,3º C, superando a anterior máxima registrada no dia 7 de fevereiro, que foi de 30,7º C. Com isso, a capital paranaense se destaca entre as cidades mais quentes do estado, refletindo uma onda de calor que tem afetado toda a região.
O calor extremo não se limitou apenas a Curitiba. Outras localidades, como Foz do Iguaçu, também entraram para a lista de recordes, com a temperatura alcançando 39,3º C. As informações foram fornecidas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que monitora as variações climáticas em tempo real.
Esse dia quente se tornou um dos mais altos do ano, sendo que apenas Capanema, que registrou 39,6º C e 39,7º C em 5 e 6 de fevereiro, respectivamente, e Antonina, que teve 39,6º C em 3 de janeiro, conseguiram superar os índices de temperatura do dia.
Sentindo o Calor no Litoral
No litoral paranaense, a situação foi ainda mais intensa. Locais como Antonina e Guaraqueçaba apresentaram sensações térmicas que superaram os 50º C, uma realidade que deixou muitos residentes e turistas surpresos. No mesmo dia, cidades como Paranaguá e Guaratuba também reportaram temperaturas que atingiram 40º C em termos de sensação.
Os dados dos termômetros foram alarmantes e ilustraram a severidade da onda de calor. Foz do Iguaçu foi a cidade mais quente, seguida por Marechal Cândido Rondon, com 38,7º C, e Loanda, que registrou 37,7º C. As temperaturas continuaram a subir em diversas partes do estado, com cidades como Assis Chateaubriand, Planalto e Ubiratã também alcançando índices acima de 37º C.
As Previsões e Efeitos do Clima
Com o calor extremo, uma área de baixa pressão atuou no Sul do Brasil, resultando em instabilidades climáticas que podem trazer chuvas fortes ao Paraná. Moradores de cidades como Londrina e Ibiporã foram alertados pela Defesa Civil sobre possíveis tempestades, que já estavam se formando de forma pontual, mas com grande intensidade.
Essas tempestades trouxeram rajadas de vento que causaram destelhamentos e transtornos em diversos bairros, evidenciando os riscos associados ao clima extremo. Em Joaquim Távora, a estação meteorológica registrou a rajada de vento mais forte do estado, com uma impressionante velocidade de 104 km/h. Outras cidades também enfrentaram situações similares, com ventos de 67,7 km/h em Japira e 56,5 km/h em Ubiratã.
Enquanto as chuvas podem trazer um alívio temporário ao calor intenso, a situação climática no Paraná exige atenção redobrada. A expectativa é que as condições climáticas continuem a ser voláteis, com a possibilidade de novas tempestades e variações de temperatura nas próximas semanas.
